Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/11/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável.  No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão dos problemas gerados pelo excessivo uso de tabaco no século XXI.  Dessa forma, observa-se que a problemática reflete um cenário desafiador, seja em virtude da falta de empatia, seja pelo silenciamento midiático.

Sob esse viés, o impasse para diminuir os problemas gerados pelo uso de tabaco no Brasil, encontra terra fértil na falta de empatia.  Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo egoísmo.  Em virtude disso, há, como consequência, o individualismo, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si.  Essa liquidez que influi sobre a questão funciona como um forte empecilho para sua resolução, uma vez que indivíduos fumantes não levam em consideração que o cigarro não ameaça somente eles, mas também os familiares, o governo, o meio ambiente e a comunidade como um todo.  Nesse contexto, entre as principais consequências geradas a esses setores da sociedade, estão o agravamento da pobreza, a redução da produtividade econômica, tendo em vista a quantidade de dinheiro gasto com a saúde dessas pessoas, além de agravar a poluição atmosférica através dos componentes tóxicos gerados pelo cigarro, prejudicando a natureza.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o silenciamento midiático.  De acordo com a pesquisa feita pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil, cerca de 450 pessoas morrem por dia por conta da dependência à nicotina.  Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população sobre a questão, divulgando as consequências desastrosas que o fumo pode causar, influencia na consolidação do problema, não mostrando a importância de se diminuir o número de cidadãos dependentes do tabaco, para que assim pudesse ocorrer uma melhora nas condições de vida da sociedade, mas principalmente, dos familiares e do próprio indivíduo.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário de silenciamento e de falta de empatia.  Para que isso ocorra, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com ex-fumantes, bem como especialistas que alertem sobre as condições reais da questão.  Nesse âmbito, tais palestras devem ser transmitidas nas redes sociais dos Ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os perigos de fumar e atingir um público maior.