Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/10/2020

No século XX, o uso do cigarro era sinônimo de elegância, imponência e status social. Na contemporaneidade, a visão sobre o uso do cigarro sofreu alterações. Passando a ser visto como um degradador de vidas humanas, e também como um malefício para o meio ambiente.

Além disso, o tabagismo atua como o principal causador de doenças cardiovasculares e pulmonares, atingindo, inclusive, o solo, a água, contaminando o ar e causando desmatamento. Ademais, a nicotina, presente no cigarro, não prejudica apenas os fumantes, mas, todas as pessoas que estão ao seu redor, os considerados fumantes passivos, que ao inalarem a fumaça estão predispostos a adquirir doenças assim como os fumantes ativos. Os efeitos do cigarro vão para além do aspecto biológico, impactando o psíquico, afetando a cognição e consequentemente a memória de trabalho e a produtividade.

Todavia, os tributos e impostos aplicados ao cigarro, não cobrem as despesas causadas pelo uso exacerbado do tabaco. Que atinge cerca de 781 mil brasileiros anualmente, custando aos cofres públicos e ao SUS (Sistema Único de Saúde), mais de R$ 21 bilhões de reais, segundo dados divulgados em 2008 pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer). Além do mais, o contrabando de cigarros, também é um fator que afeta diretamente a economia, estima-se que a cada 10 cigarros consumidos no Brasil, cerca de seis maços são ilegais, segundo dados do Oxford Economics.

Portanto, medidas são necessárias. O governo federal deverá adotar medidas firmes de controle ao tabagismo, gerando assim mais receitas para o financiamento da saúde, evitando assim, os estragos que o tabaco causa ao meio ambiente.