Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/10/2020
Émile Durkheim, importante sociólogo, afirmava que a sociedade funciona como um organismo biológico, no qual um só indivíduo pode afetar o coletivo. Nesse sentido, nota-se que o tabagismo apresenta-se como um grave problema social no século XXI, visto que gera consequências que afetam a saúde pública como um todo. Sob tal ótica, entende-se a necessidade de lidar com a problemática, que é fruto da elitização do tabaco no Brasil Colônia e resulta em inúmeros problemas de saúde.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que o alto índice de fumantes na sociedade atual deriva da exploração da imagem social do tabaco em séculos anteriores. À luz dessa ideia, durante a colonização, tal produto fez parte da cultura brasileira, principalmente como símbolo de prestígio social. Como consequência, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 10% da população maior de 18 anos do Brasil é fumante, o que resulta em mais de 200 mil mortes todos os anos. Desse modo, torna-se essencial a tomada de medidas que revertam esse caso deletério.
Ademais, é imperativo ressaltar o alto custo com saúde pública como consequência de tal problema. Nesse panorama, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo pode causar várias doenças, como câncer, derrame e bronquite, inclusive para os não fumantes (fumantes passivos). Tal situação resulta em um elevado gasto com cirurgias e tratamentos, o que reduz significativamente os recursos desse setor. Sendo assim, faz-se mister a reformulação do cenário apresentado de forma pressurosa.
Destarte, intervenções são necessárias para solucionar o quadro supracitado. Portanto, urge que o Governo Federal, por intermédio dos Ministérios da Saúde e da Educação, realize projetos educacionais direcionados a toda população do país. Tais projetos deverão ser feitos por meio de palestras e cartilhas informativas acerca dos malefícios que o tabaco traz para a sociedade, com o intuito de conscientizar a todos e reduzir o índice de fumantes nacional. Isto posto, a médio e longo prazo, a problemática será mitigada e o Brasil poderá garantir o bem-estar coletivo da nação.