Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/10/2020

É de conhecimento geral que o tabagismo está atrelado a inúmeras consequências à saúde humana. Isto é, tal problemática, com sua enorme capacidade de passar despercebida na sociedade, mesmo que dominando seus praticantes pelo vício, é a causa e intensificação de diversas doenças, corroborando com um vultoso número de mortes.

Pode-se afirmar que, em razão da nicotina presente no tabaco, ser a droga responsável pela dependência de seus usuários, devido à capacidade de gerar prazer, o tabagismo é impulsionado pelo próprio organismo humano. Consequentemente, há aumento exponencial na dificuldade em inibir o consumo do tabaco, presente em cigarros, charutos, cachimbos etc. Entretanto, o mesmo consumo viciante é normalizado na sociedade e passa despercebido no dia a dia.

Assim sendo, o vício para com o tabaco está presente à mesma medida que as doenças se manifestam, todos os anos são computadas milhões de mortes, além da angústia causada por doenças como o câncer de pulmão. Afinal, uma vez que a causa é tratada de maneira leviana, as consequências são desagradáveis. Em suma, tal contexto é resumido na afirmação do filósofo estoico, Sêneca, “Procura a satisfação de veres morrer os teus vícios antes de ti”.

Por conseguinte, deve haver pressão popular suficiente, através das mídias sociais e veículos de comunicação, para o Ministério da Saúde ampliar a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) com relação à processos de reabilitação para dependentes do tabaco, ademais o Poder Judiciário deve fiscalizar o cumprimento da Lei nº 9.294 (15 de julho de 1996), que faz suas restrições à propaganda e comercialização para menores de 18 anos, visando o regresso do consumo viciante e normalizado do tabaco.