Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 24/10/2020
A obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, retrata uma esfera social ideal, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e obstáculos. Entretanto, no panorama vigente, é observável a anulação dos princípios reverberados por More, uma vez que a sociedade enfrenta problemas e consequências do tabagismo no século XXI. Nesse sentido, convém uma análise tanto das políticas de saúde ineficazes, quanto da influência de agentes externos. Desse modo, faz-se necessário analisar as causas que contribuem para a continuidade da problemática em território pátrio.
Em primeiro plano, é fulcral pontuar que a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito à educação e saúde. Com efeito, nota-se que esse cenário não se materializa na conjuntura hodierna, haja vista que as políticas de saúde ineficazes contribuem para o número exacerbado de uso do tabaco nos países, em virtude da orientação educacional deficiente do Estado. Por conseguinte, verifica-se que os indivíduos não possuem consciência dos perigos do cigarro para a saúde, evidenciando, assim, elevados índices de enfisema pulmonar. Desse modo, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano.
Em segundo plano, cabe salientar a série “Peaky Blinders”, na qual uma gangue inglesa de grande poder aquisitivo consome frequentemente derivados do cigarro, o que seria um exemplo a seguir para as crianças da narrativa. Dessa forma, infere-se que essa perspectiva se torna cada vez mais presente no corpo social , pois, a influência dos agentes externos torna-se um forte ponto para o fenômeno, uma vez que a população segue na utilização indiscriminada da substância. Em consequência disso, nota-se a difícil memorização e aprendizado dos estudantes, em razão de falhas cognitivas.
Evidencia-se, portanto, que medidas devem ser tomadas com o objetivo de solucionar os entraves do tabagismo. Para isso, o Ministério da Saúde deve, através de verbas governamentais, criar programas preventivos para intervir nas pessoas pré-dispostas ou que já são dependentes do uso da substância, inserindo médicos especialistas em pneumologia em redes sociais e jornais televisivos- com a finalidade de potencializar a conscientização das pessoas em relação aos danos advindos do hábito de fuma-. Além disso, cabe ao Poder Estatal a inserção de psicólogos nos postos de saúde, através de políticas institucionais, fornecendo assistência gratuita aos viciados, combatendo a raiz da causa. Por fim, haverá o ambiente idealizado por Thomas More.