Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/11/2020

Conhecida como “cidadã” por ter sido concebida no processo de redemocratização, a constituição federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que o tabagismo no século XXI configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no Brasil, devido não só à falta de informação da população, mas também ao grande número de fumantes.

Deve se destacar, de início, que o cigarro no século XX representava o alto poder econômico, além de que no cinema era algo comum de se ver para demonstrar o luxo e a riqueza, porém com o tempo seu uso foi se tornando natural entre as camadas sociais. Dessa forma, em 1953, Ernst Wynder conseguiu comprovar os malefícios do tabaco, a partir desse ponto, o desafio foi a desestimular seu uso. Entretanto, em 2019, segundo a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito, o percentual total de fumantes com 18 anos ou mais no Brasil é de 9,8%, apesar da sociedade ter mais informações do que no passado, ainda sim ocorre a escassez de conhecimento individual, sobre os prejuízos que o  fumo traz para a pessoa e aos que estão ao seu redor.

Nesse contexto, vale ressaltar que a situação também é afetada pelo grande número de usuários, que usam para relaxar, emagrecer ou apenas para se encaixar em um grupo, o que reflete a teoria de Rousseau que “o homem é um produto do meio em que vive”. Embora, o cigarro seja uma escolha pessoal, o resultado não é, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer, em 2019, ocorreu 17.972 mortes por tabagismo passivo, além disso a fumaça polui o meio ambiente e agrava a pobreza, segundo a diretora geral da Organização Mundial da Saúde Margaret Chan. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil e do Estado, para que o tabagismo deixe de existir.

Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, a Organização Mundial da Saúde juntamente com o Estado, por meio de investimentos e programas, devem criar projetos que acompanham as pessoas a pararem de fumar até o segundo ano sem cigarro, outra iniciativa é criar palestras nas escolas que mostram os dados e as consequências do uso, além de treinar os médicos para informar aos seus pacientes sobre o hábito do fumo. Nesse sentido, o feito de tal ação fará com que os usuários diminuam e que menos pessoas morram sem necessidade. Somente assim, essa problematica será gradativamente erradicada, pois conforme Gabriel O pensador, “na mudança do presente a gente molda o futuro”.