Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/11/2020

Durante o século 18, o tabaco foi responsável por grande parte da economia colonial do Brasil e era utilizado como escambo por escravizados da África.  Na atualidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o produto como causa de morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano. Esse fato, evidência que é uma prática comum na sociedade contemporânea. Nesse contexto, é pertinente a análise da herança histórica sobre o uso do tabaco e a desinformação sobre os seus impactos negativos à saúde.

Em primeira instância, o hábito de fumar se tornou comumente praticado em todas as civilizações. Segundo o conceito de “fato social” de Emile Durkheim — sociólogo francês — o fato social aplica-se aos movimentos de opinião duradouros que se produzem incessantemente em sociedade. São padrões  enraizados que são transmitidos de geração em geração, exemplificando, o do tabagismo.  Ademais, é alimentado ,principalmente, pela indústria cinematográfica, que faz apologia à prática como forma de glamour. Dessa maneira, o fumo é mera demonstração de ostentação e status, onde os indivíduos são alienados a experimentar e, por conseguinte, viram usuários assíduos em decorrência a nicotina — droga que gera abstinência e dependência.

Outrossim, ocorre desconhecimento da população a cerca dos impactos negativos de fumígenos. Ainda que as embalagens de cigarro brasileiras incluam imagens de alerta sobre os prejuízos do produto, uma pequena parte da população conhece, verdadeiramente, os seus impactos, como por exemplo, problemas respiratórios e cardíacos, câncer de pulmão, impotência sexual e pneumonia. A problemática se agrava uma vez que não somente os consumidores, mas também as pessoas que entram em contato com a fumaça — fumantes passivos — estão suscetíveis às doenças. Tornando-se um verdadeiro risco à saúde pública.

Diante do exposto, caminhos que atenuem o tabagismo no Brasil devem ser tomados. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde em ação conjunta com o Ministério da educação a implantação de programas  antitabagistas nas escolas, por meio de palestras informar os adolescentes sobre os males causados pelo ato de fumar, afim de desnaturalizar a cultura do fumo. Também, cabe a mídia a produção de campanhas sobre os malefícios do cigarro industrial,  como incentivo para que os fumantes abandonem o vício. Dessa forma, o mal será cortado pela raiz em nosso país.