Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/11/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão do tabagismo no Brasil, em que milhares de pessoas são consideradas viciadas em produtos que possui tabaco na composição. Desse modo, observa-se que essa problemática reflete um cenário desafiador, não só por haver um descaso governamental, como também por ser a maior causadora de doenças respiratórias.

Em primeira análise, vale salientar o descuido estatal com esse tipo de problema na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, em sua obra “Contrato Social, é dever do Estado garantir o bem-estar de toda a população, para que haja uma completa harmonia entre o povo. Diante disso, fica visível que o Poder Público não exerce o seu papel, visto que os problemas relacionados ao tabagismo enfrentados pelo governo rompem com a defesa do iluminista, o que acarreta a anomia social -evidenciada pelo sociólogo Émile Durkheim-. Por conseguinte, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa.

Outrossim, deve-se destacar que os produtos originados do tabaco trazem consigo diversos problemas para a saúde humana, principalmente o câncer pulmonar. Nesse sentido, de acordo com a Secretaria da Saúde, em 2019, foi constatado um aumento de 9% de casos de câncer na última década, devido ao uso excessivo de cigarro. Sob tal ótica, nota-se que esse crescimento exorbitante na sociedade foi causado pela dependência à nicotina de muitos cidadãos brasileiros, pelo fato dessa ter uma alta ação viciante, o que corrobora para esse dado alarmante no país. Além disso, o tabagismo está presente desde os primórdios do Brasil, o que mostra a dificuldade em combater esse problema. Logo, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada.

Portanto, para que haja uma redução nesse cenário de tabagismo, é imprescindível esforço coletivo entre o Estado e as comunidades. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com instituições midiáticas, propor uma reeducação sociocultural, mediante a circulação de campanhas educacionais, em jornais, livros, palestras em escolas com profissionais especializados e propagandas nas redes sociais. Ademais, essa ação deve ter por intuito conscientizar a população acerca dos malefícios que o tabaco traz consigo, para que haja uma redução nos números de dependentes à nicotina. Por tudo isso, será possível diminuir a porcentagem apresentada pela Secretária da Saúde.