Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/11/2020
“…E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos/ Sigo o fumo como uma rota própria/ E gozo, num momento sensitivo e competente/ A libertação de todas as especulações.”. Esse poema, de Fernando Pessoa, descreve sensações estimuladas pelo uso de cigarros, os quais contêm substância psicoativa capaz de proporcionar prazer aos usuários, o tabaco. Além disso, sua utilização é difundida entre alguns grupos como forma de status e pertencimento, principalmente, entre adolescentes, pelo menos, desde o século XV até os dias atuais. Apesar de fornecer um conforto momentâneo, essa droga pode causar sérios malefícios à saúde pública. Portanto, não é razoável que esse hábito persista na sociedade contemporânea.
Em primeira análise, é possível inferir que, no século XV, o tabaco foi apresentado à sociedade europeia após sua utilização pela rainha Catherina de Medicis, instigando os demais grupos a aderirem como forma de status, visto que a monarca tinha grande representatividade no local. Paralelamente, nos dias atuais, com o poder da indústria cultural, muitos jovens são manipulados, uma vez que se deparam com inúmeras cenas em que os personagens aparecem fumando, a exemplo disto, tem-se a série “Stranger Things”, que possui grande audiência entre eles, o que ocasiona, portanto, em um aumento do índice de fumantes. Com isso, faz-se imediato a advertências sobre seus riscos.
Nesse contexto, é oportuno ressaltar que, segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo constitui uma das principais mortes que poderiam ser prevenidas. Portanto, é necessário que os usuários se atentem aos avisos e racionalizem suas atitudes, visto que, ao inalarem a fumaça do cigarro, diversas substâncias tóxicas são ingeridas, as quais podem levar a doenças graves, como o câncer de pulmão e a pneumonia, conforme afirma o médico Drauzio Varella. Ele adverte, ainda, sobre os vícios que tais componentes podem causar, levando os usuários à dependência e, consequentemente, tornando-os possíveis vítimas desse mal.
Urge, dessarte, que essa prática seja combatida. Logo, é fulcral que o Ministério da Saúde, por meio de “outdoors”, propagandas de televisão e redes sociais, exiba depoimentos de garotos e garotas vítimas de doenças causadas pelo tabaco, informando sobre essas experiências infelizes, com o intuito de alertar os demais adolescentes e, por fim, diminuir o uso de cigarros.