Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/11/2020
O escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade, em sua obra “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado, as dificuldades encontradas pelo homem ao longo de sua jornada. Similarmente, é notório que o problema hodierno do uso do tabaco representa um obstáculo na sociedade brasileira, fundamentado tanto pela sua popularização quanto pelo desconhecimento dos malefícios de tal consumo. Logo, faz-se fulcral analisar a cooperação dessas causas para a resolução do problema.
Em primeiro lugar, vale pontuar que a popularização do tabaco durante o século XX foi promovida seguindo à influência de propagandas midiáticas como do Cowboy da Marlboro, nas quais cinco intérpretes morreram de doenças relacionadas ao tabaco. Atualmente, apesar de divulgações desse serem proibidas desde 1996 no Brasil, uma grande parcela da população ainda segue influenciada. A exemplo disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população brasileira é fumante e destes estima-se que 100 mil são adolescentes. Isso ocorre devido aos estímulos sociais, em que o cigarro ainda é visto como fator de aceitação e prestígio social.
Outrossim, é imperioso destacar que o desconhecimento acerca dos malefícios do consumo da nicotina - composto ativo do tabaco - contribui para o agravamento da problemática. Nesse contexto, a falta de informações sobre o uso do produto põe em risco não só a saúde do fumante ativo como de outros indivíduos que mantém contato com ele, considerados fumantes passivos. Assim, vê-se que consumir cigarro traz inúmeros problemas a todo o corpo social, necessitando, portanto, de maior conscientização da coletividade.
Diante dos fatos supracitados, fica evidente que o tabagismo é um problema a ser solucionado na sociedade brasileira. Sendo assim, urge que o Ministério da Educação, por meio de palestras, informe os estudantes, com o objetivo de elucidar os maus efeitos causados pelo tabaco, a fim de construir um sociedade mais consciente. Além disso, cabe também ao Ministério da Saúde, a promoção de campanhas de incentivo aos viciados para procurarem por ajuda profissional a propósito se de reabilitarem e deixarem os vícios. Somente assim, o uso do tabaco e seus derivados será visualizado como algo prejudicial na sociedade.