Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 03/11/2020

Durante o século 18, o tabaco foi responsável por grande parte da economia do Brasil colonial e era utilizado como escambo por escravizados da África. Na atualidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o produto como causa de morte de mais de oito milhões de pessoas por ano. Essa circunstância, evidencia que é uma prática comum na sociedade contemporânea. Nesse contexto, é pertinente a análise da herança histórica sobre o tabagismo e a desinformação sobre os seus impactos negativos à saúde.

Em primeira instância, o hábito de fumar se tornou comumente praticado em todas as civilizações. Segundo o conceito de “fato social” de Emile Durkheim — sociólogo francês — o fato aplica-se aos movimentos de opinião duradouros que se reproduzem incessantemente em sociedade. São padrões enraizados que são transmitidos de geração em geração de forma natural, exemplificando, o do tabagismo. Ademais, é alimentado, principalmente, pela indústria cinematográfica, que faz apologia à prática com o aspecto de glamour. Dessa maneira, o fumo é mera demonstração de ostentação e status, circunstancialmente, exerce uma força de alienação sobre o indivíduo para experimenta-lo e, por conseguinte, viram usuários assíduos em decorrência a nicotina — droga que gera abstinência e dependência.

Outrossim, ocorre desconhecimento da população acerca dos impactos negativo de fumígenos. Ainda que as embalagens de cigarro brasileiras incluam imagens de alerta sobre os prejuízos do produto, uma pequena parte da população conhece, verdadeiramente, os seus impactos, por exemplo, problemas respiratórios e cardíacos, câncer de pulmão, impotência sexual e pneumonia. A problemática se agrava uma vez que não somente os consumidores, mas também as pessoas que entram em contato com a fumaça — fumantes passivos — estão suscetíveis às doenças. Tornando-se um verdadeiro risco à saúde pública.

Diante do exposto, caminhos que atenuem o tabagismo devem ser tomados. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde em ação conjunta com o Ministério da educação a implantação de programas antitabagistas nas escolas, por meio de palestras informar os adolescentes sobre os males causados pelo ato de fumar, a fim de desnaturalizar e parar o ciclo da cultura do fumo. Também, cabe à mídia a produção de campanhas nos meios de comunicação em massa sobre os malefícios do cigarro industrial ao bem-estar individual e social, como incentivo para que os fumantes abandonem o vício. Dessa forma, esse mal será cortado pela raiz.