Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 03/11/2020

Consoante ao cantor e compositor brasileiro Cazuza ,“ eu vejo o futuro repetir o passado”, percebe-se a atemporalidade e persistência dos problemas relacionados ao tabagismo no Brasil, no qual o uso exacerbado é nítido desde décadas passadas. Em vista disso, em um país com uma considerável população sapiente, ironicamente, as pessoas estão cada vez mais escravas ao uso do tabaco, sem saber, muitas vezes, dos seus malefícios. Dessa forma, urge a necessidade de discussão, seja ao que diz respeito à ignorância social frente à problemática, seja pela busca de prazeres momentâneos, principalmente entre jovens.

Em primeira análise, é evidente que a herança ideológica de ignorância perante assuntos pouco discutidos conservou-se na contemporaneidade e perpetuou a despreocupação de grande parte da sociedade diante de tais abordagens, a exemplo do tabagismo e suas consequências. Nesse viés, de acordo com uma célebre frase do filósofo Sócrates, “existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância”, reafirma que o desconhecimento diante dos problemas causados pelo fumo é uma das principais causas que dificulta o combate ao mesmo. Portanto, evidencia-se que há a necessidade de maior abordagem e informações sobre os males do tabaco ao corpo humano, e que seus efeitos, como cânceres e doenças respiratórias, podem levar à morte.

Além disso, vale ressaltar que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que 100 mil adolescentes brasileiros fumam. Em analogia, o grande número de jovens a utilizar alguma forma de entorpecente, deve-se, principalmente, pela busca de prazeres momentâneos, com a ideia hedonista de dedicação ao prazer como estilo de vida, sem pensar em suas consequências. No entanto, diante desse impasse e com as informações obtidas pela OMS, percebe-se que os números de fumantes ativos aumentam cada dia mais, sucessivamente aos fumantes passivos que ficam à mercê dos males gerados pela nicotina presente no cigarro. Dessa forma, é nítido que o descontrole do tabagismo entre jovens influencia diretamente nos índices de doenças respiratórias e deve ser contido.    Logo, diante dos argumentos supracitados, o Governo Federal - principal órgão que rege leis- deve abranger o aumento de informações sobre os efeitos do cigarro no corpo e criar medidas que controlem a quantidade de tabaco produzido, por meio de maiores verbas destinadas a esse setor, juntamente com o apoio de profissionais da saúde, para que haja a diminuição de usuários da nicotina no Brasil, majoritariamente entre jovens, principais atores da disseminação de entorpecentes. Somente assim, poderemos minimizar os problemas causados por este mal e contradizer a letra do cantor Cazuza no que tange ao rompimento com as raízes do passado, quando relacionadas ao uso do tabaco.