Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/11/2020
Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo durante o período de ditadura no país, estava certo ao dizer: " O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós". Nesse sentido, o tabagismo no século XXI se apresenta como um dos nós a serem desatados. A partir de uma análise desse obstáculo, percebe-se que ele está vinculado não só ao desencadeamento de doenças , mas também à venda descontrolada de cigarros, afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige reflexão urgente.
A priori, deve-se destacar, diversos problemas de saúde como um dos complicadores do problema. Isso acontece devido inúmeras substâncias tóxicas se apresentarem no cigarro. Dessa maneira, desencadeia vários tipos de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares. Consequentemente, podendo levar a óbito, sendo que estima-se que o tabagismo causa cerca de 200 mil mortes por ano, segundo a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária.
Outrossim, vale salientar que a situação é corroborada pela facilidade da compra do cigarro. Esse fato acontece por não haver leis que dificultem as vendas e por elas gerarem elevados lucros para empresas de tabaco. Contudo, a compra de cigarro facilmente realizada, como em bares e padarias, potencializa o vício dos usuários que, segundo o Ministério da Saúde, já contabilizam 9,8% da população. Logo, é fundamental uma reforma nas atitudes do Estado para que, assim, o fim do consumo exacerbado do cigarro deixe de ser uma utopia.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve dificultar a compra do cigarro por meio de um projeto de lei a ser entregue à câmara dos deputados. Nele deve constar que, a compra deverá ser feita em menor quantidade afim de não haver novos consumidores, diminuir o consumo dos indivíduos dependentes e minimizar complicações na área da saúde. Espera-se , com essa medida , que o tabagismo deixe de ser nó a ser desatado na sociedade brasileira.