Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/11/2020
A série norte-americana ‘’Euphoria’’ aborda a vida de Rue. Em um dos seus episódios, é mostrado que além dos empecilhos com drogas ilícitas, a jovem também fuma cigarro. Embora tal narrativa seja ficcional, a situação não se destoa da realidade do Brasil, visto que cresce o número de fumantes. Por sua vez, é possível destacar que a inocência dos adolescentes e a inadimplência governamental corroboram para problemática.
A primórdio, convém mencionar que há reincidência de jovens fumando. Segundo o filósofo Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso, isto é, muitas pessoas começam a fumar por incentivo de amigos, alegando ser apenas para experimentar e quando percebem não conseguem largar mais. Nesse sentido, entende-se que são os indivíduos próximos que levam ao vício. Sendo assim, é preciso que o Governo cuide e alerte a comunidade.
Outrossim, é importante ressaltar que o cigarro mata. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco mata mais de 7 milhões de cidadãos por ano. Paralelamente, o artigo seis da Constituição Federal de 1988, declara que é dever do Estado assegurar o direito à saúde à população. No entanto, percebe-se que esse dever não é efetuado, uma vez que milhares de pessoas falecem e não há medidas para evitar a situação. Dessa forma, é necessário que o Poder Executivo crie políticas públicas para proteger a sociedade.
Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de atenuar os impasses do tabagismo. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), em parceria com as instituições de ensino, criar eventos informativos nas escolas, com médicos e psicólogos para administrar os debates, por meio de verbas da União, com o fito de alertar os indivíduos dos danos que o cigarro causa, como câncer e problemas cardíacos. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o corpo social cuida mais da saúde e que casos como de Rue fiquem apenas na ficção.