Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/11/2020

Durante o século XX, o tabaco foi fortemente associado a um estilo de vida glamoroso, mas pesquisas científicas surgiram e relacionaram doenças pulmonares ao seu consumo. Desde então, foram criadas várias campanhas de saúde e leis contra ao hábito de fumar. Entretanto, apesar das medidas de prevenção ao longo dos anos, o tabagismo ainda permanece na sociedade. Nesse contexto, nota-se que a glamourização do cigarro e a influencia da indústria tabagistas agravam o problema.

Em primeira análise, vale ressaltar que existe uma certa glamourização do fumo nas produções cinematográficas. Segundo a organização anti-tabagismo “Truth Orange”, 1 em cada 3 fumantes menores de 18 anos começam a fumar influenciados por séries ou filmes. Dessa forma, embora não haja a intenção de fazer propaganda do cigarro, o fato de personagens famosos e queridos pelo público fumar em cena faz com que tal prática seja vista como algo normal. Como consequência, muitos jovens são induzidos a querer experimentar o fumo, o que, posteriormente, pode tornar-se uma dependência.

Além disso, as estratégias da indústria tabagista influenciam o consumo de tabaco no âmbito social. A Marlboro ficou conhecia com uma das principais empresas desse meio por financiar campanhas que incentivavam a venda de cigarro. Hodiernamente, nota-se que a indústria, de maneira implícita, ainda continua investindo em maneiras de lucrar. Exemplo disso é o narguilé e o cigarro eletrônico, modismo entre os jovens, eles são vendidos como “menos ofensivos” por não haver queima do tabaco, no entanto, a nicotina - substância que causa vicia - continua presente. Logo, o uso “inofensivo” desses aparelhos pode causar, além do vício, o consumo do cigarro convencional.

Portanto, ficam claros os fatores que fazem o tabagismo permanecer presente no Brasil. Em razão disso, o Governo Federal, em conjunto com a mídia, deve promover campanhas de conscientização, por meio da exposição de informação que mostrem os malefícios do tabaco à saúde humana - usando personagens famosos como exemplo -, a fim de que mais pessoas se engajem e entendam que fumar não é um hábito normal. Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover palestras socioeducativas, por intermédio da presença de profissionais da saúde que expliquem as maneiras disfarças que o tabaco pode surgir, para evitar que os jovens entrem nesse meio por falta de informação. Assim, tornar-se-á possível o combate efetivo ao tabagismo no país.