Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 04/11/2020
Regulamentada em 2014, a lei antifumo prevê a proibição do fumo em ambientes coletivos fechados e semifechados. A lei se apresenta com o intuito de proteger fumantes passivos e evitar gastos de bilhões com o tratamento de doenças causadas pelo tabaco. Sendo assim, cabe analisar os problemas gerados pelo tabagismo na sociedade brasileira, bem como suas consequências.
Primeiramente, é fundamental ressaltar a grande influência exercida pelas indústrias tabagistas no consumo do cigarro e suas variações. Isso se deu principalmente no início do século XX nos EUA, nos chamados “Anos Dourados”, visto que o uso do tabaco era estimulado nas mídias e em filmes “hollywoodianos”. Dessa forma, houve o acentuamento da cultura hedonista, no qual valoriza a busca inconsequente por prazeres sensoriais. Sem contar que por possuir como componente principal a nicotina, o tabagismo proporciona um efeito tranquilizante, levando o usuário à dependência química.
Ademais, a utilização desses componentes, sobretudo do cigarro, pode levar a diversos problemas de saúde tanto para fumantes ativos, como passivos. Além de diminuir significativamente a expectativa de vida, os usuários podem desenvolver doenças respiratórias, diversos cânceres, dentre eles o de pulmão. Isso também vale para os fumantes passivos, que por sua vez inalam constantemente a fumaça. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), dos 8 milhões de mortos devido ao tabagismo, 1,2 milhões são não-fumantes. Tal dado evidencia ainda mais a gravidade e o alcance das consequências do uso do tabaco.
Infere-se portanto, medidas para combater o tabagismo na sociedade brasileira atual. É necessário que o Ministério das Comunicações, juntamente com o apoio midiático, conscientizem de forma mais ampla a população. Com propagandas dos males provocados pelo cigarro, bem como o depoimentos de usuários que desenvolveram doenças, e ainda uma maior fiscalização de supostas vendas para menores. De forma diminuir o número de fumantes e consequentemente as vítimas do tabagismo.