Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 04/11/2020
“…E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos/ Sigo o fumo como uma rota própria/ E gozo, num momento sensitivo e competente/ A libertação de todas as especulações.”. Esse poema, de Fernando Pessoa, descreve sensações estimuladas pelo uso de cigarros, os quais contêm substância psicoativa capaz de proporcionar prazer aos usuários. Além disso, sua utilização é difundida entre alguns grupos como forma de status e pertencimento, principalmente, entre adolescentes, pelo menos, desde o século XV até os dias atuais. Apesar de fornecer um conforto momentâneo, essa droga pode causar sérios malefícios à saúde pública. Portanto, não é razoável que esse hábito pernicioso persista na sociedade contemporânea.
Em primeira análise, é possível inferir que, no século XV, o tabaco foi apresentado à sociedade europeia após sua utilização pela rainha Catherina de Medicis, instigando os demais grupos a aderirem como forma de status, visto que a monarca tinha grande representatividade no local. Paralelamente, nos dias atuais, com o poder da indústria cultural, muitos jovens são manipulados, uma vez que se deparam com inúmeras cenas em que os personagens aparecem fumando, a exemplo disto, tem-se a série “Stranger Things”, que possui grande audiência entre eles, o que ocasiona, pois, em um aumento do índice de fumantes. Com isso, faz-se imediato a advertências sobre seus riscos.
Nesse contexto, é oportuno ressaltar que, segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo constitui uma das principais mortes que poderiam ser prevenidas. Logo, é necessário que os usuários se atentem aos avisos e racionalizem suas atitudes, visto que, ao inalarem a fumaça do cigarro, diversas substâncias tóxicas são ingeridas, as quais podem levar a doenças graves, como o câncer de pulmão e a pneumonia, conforme afirma o médico Drauzio Varella. Ele adverte, ainda, sobre os vícios que tais componentes podem causar, levando os usuários à dependência e, consequentemente, tornando-os possíveis vítimas desse mal.
Urge, dessarte, que essa prática seja combatida. Logo, é fulcral que o Ministério da Saúde, por meio de “outdoors”, propagandas de televisão e redes sociais, exiba depoimentos de garotos e garotas vítimas de doenças causadas pelo tabaco. Nesse âmbito, tem-se, principalmente, as doenças respiratórias que afetam, de forma direta, a rotina dos enfermos, os quais devem ser convidados a informar sobre essas experiências infelizes, com o intuito de alertar os demais adolescentes e, por fim, diminuir o uso de cigarros entre eles.