Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos ou problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor pregava, uma vez que o tabagismo no século XXI apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do fácil acesso aos cigarros, quando da alta taxa de dependência do mesmo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Mormente, é fulcral pontuar que o fácil acesso aos cigarros como uma das causas do problema. Segundo dados da Receita Federal, entre 2000 e 2011 foram produzidos cerca de 5 bilhões de embalagens de cigarro no Brasil. Tal fato se agrava pois o cigarro é uma droga lícita no em território brasileiro, sendo vendido em vários supermercados e em outras lojas, possibilitando a compra desse produto até por menores de idade. Desse modo, medidas devem ser tomadas para solucionar tal óbice.
Além disso, é imperativo salientar a alta taxa de dependência do cigarro como promotor do problema. Segundo o médico William Bowman o cigarro é a terceira droga mais viciante. Partindo desse princípio, devido o alto potencial viciante do cigarro e por ser facilmente encontrado, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o cigarro mata cerca de 8 milhões de pessoas por ano. Todos esses fatores retardam a resolução do empecilho e contribuem para sua perpetuação.
Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para solver esse imbróglio, levando-se em consideração as questões abordadas. Dessarte, com o intuito de mitigar o tabagismo, necessita-se que o Ministério da Saúde promova palestras, por meio de profissionais da saúde com material didático, para que as pessoas entendam desde jovens os perigos do cigarro. Desse modo, atenuar-se-á, o impacto nocivo do tabagismo, e assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.