Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/11/2020
Descoberta no século XV por índios com utilidades inicialmente religiosas e medicinais, a planta chamada tabaco da qual provém o cigarro, ganha outra conotação após uma das maiores empresas da indústria tabagista: Malboro criar campanhas fomentando o uso massivo do fumo. Hodiernamente, o uso do cigarro se mostra um grande problema, haja vista que propicia grandes impactos negativos tanto à saúde pública como à economia brasileira, sendo imperioso medidas que atenuem essa conjuntura.
Primeiramente, é notório os atuais problemas gerados pelo fumo ao sistema de saúde brasileiro, tendo em vista o fato do cigarro matar aproximadamente sete milhões de pessoas anualmente, custando às familias e ao governo US$ 1,4 trilhão segundo a PAHO, Organização Pan-Americana da Saúde. Consoante ao filósofo Byung-Chul Han, o homem torna-se gradativamente empreendedor de si mesmo, nesse enfoque cresce a autocobrança o que respalda a sensação de impotência e desmotivação hodierna, chamada sindrome de Burnout, refletindo no uso do cigarro como uma das possíveis “fuga” desta mazela. Esse hábito reflete em vários problemas futuros à saúde dos usuários, visto que atualmente existem no cigarro diversas substâncias tóxicas as quais com subsequente uso contínuo ocasionam inúmeros problemas cancerígenos e/ou pulmonares, de modo a gerar perdas tanto aos familiares, com tratamentos e medicamentos, como ao SUS nos investimento em radioterapia e quimioterapia.
Segundamente, é imperioso enaltecer os impactos gerados à economia brasileira em consequência do uso exarcebado da nicotina na sociedade contemporânea por esta ser uma potente droga lícita que traz consigo diversos prejuízos. Conforme as ideias marxistas, o movimento de reificação - processo de “coisificação” do homem - corrobora para a indústria tabagista, assim como ocorreu com a Malboro, vislumbrar no homem uma forma de obter lucro independente dos prejuízos posteriores. Posto isso, fica entendível o fato da reificação humana estimular os problemas enfrentados pelo uso do tabaco de modo aos investimentos mundias desse mercado serem sobrepujantes frente aos avanços realizados pela saúde pública brasileira. Em suma, os prejuízos advindos do fumo é destoante e apesar de serem fomentados por um forte artifício empresarial acabam por serem consideravelmente desarmônico, visto que os gastos públicos com o cigarro serem massivamente superiores aos lucros para tais empresas.
Em resumo, o supracitado panorama urge medidas profiláticas para atenuação desta conjuntura. Sendo assim, cabe a Organização Mundial da Saúde (OMS) em associação com as mídias o combate ao domínio destas empresas, visando o enfraquecimento do referido poderio com o fito de reduzir os estímulos ao hábito de fumar por meio de informativos - com linguagem direta e explícita dos prejuízos causados por essa prática - veiculados nas principais mídias em horários nobres.