Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/11/2020
A falha da educação brasileira
Séculos passados o tabagismo era sinônimo de status social e a sociedade não era atenta para a dependência a nicotina e a complicações de saúde. Foi durante o século XX que o hábito de fumar passou a ser considerado pelo Ministério da Saúde uma doença crônica. No entanto, no século XXI, os conceitos anteriores voltaram, principalmente entre jovens e adolescentes, com novas formas de tabagismo como o Narguilê.
Em primeiro lugar, deve se atentar para o aumento de adolescentes fumantes. No intervalo de 2016 para 2017 a faixa entre 18 a 24 anos aumentou de acordo com o Ministério da Saúde. Isso pode ser explicado pois quando no Brasil aconteceu uma campanha pesada do governo contra o tabagismo até 2011, esses jovens ainda não tinham idade para entender os perigos acerca de doenças comorbidas ao tabaco.
Nesse sentido, é um risco para a saúde e economia brasileira visto que o tabagismo é um fator desencadeador de graves doenças principalmente pulmonares, de acordo com registro do Ministério da Saúde. Por isso que quanto mais jovens e por mais tempo que fumantes e passivos ficam expostos, maiores riscos e gravidade de contrair essas patologias relacionadas. Consequentemente, maior será os gastos para o governo para essas patologias, enquanto poderia ser investido em outros ramos menos evitáveis da saúde que precisa tanto quanto da devida atenção.
O Tabagismo no século XXI, portanto, se enquadra em investir em políticas públicas preventivas, relacionadas a educação, pois as campanhas anteriormente a 2011 não atingiu a todas as esferas populacionais. É preciso que o Ministério da Saúde e da Educação trabalhem juntos para transferir para todas as fases escolares, adequadas para a linguagem da idade, campanhas contra o tabagismo. Essa campanha não deve terminar e ainda contar com apoio das mídias, principalmente do algoritmo da internet para identificar e corrigir. Desse modo o status relacionado ao tabaco vai ficar apenas na história.