Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/11/2020

Segundo o Iluminismo, teoria filosófica desencadeada no século XVIII, uma sociedade só progride quando um mobiliza-se com o problema do outro. Todavia, esse ideal iluminista não é posto em prática quando se observa a questão do tabagismo na atualidade, tendo em vista que, mesmo com diversos problemas e consequências que o uso do tabaco pode proporcionar ao cidadão, medidas para combater esse mal não são postas em prática de maneira eficiente. Isso se evidencia não só pelo carente suporte ao dependente, como também por poucas políticas prevenção que alertem sobre os perigos do cigarro.

Mormente, é válido ressaltar o insuficiente apoio ao fumante. Apesar de existirem clínicas que ajudam o indivíduo a superar o tabagismo, em muitos locais, principalmente os mais carentes, não contam com esse benefício próximo a residências, além de, em diversos casos, possuírem dificuldades para obter medicamentos, mesmo na rede pública. Segundo George Bernard Shaw, dramaturgo irlandês, é impossível progredir sem mudança. Logo, evidencia-se uma necessidade de mudar esse cenário, visto que a saúde é um direito de todos e se a problemática não for atenuada oferece grandes riscos ao bem estar do cidadão.

Outrossim, as baixas políticas de combate ao uso do cigarro colaboram para persistência do impasse. Mesmo com anúncios na própria embalagem do produto, muitas pessoas não se preocupam em olhar os reais problemas que o fumo pode trazer, além de que parcela dos fumantes não são alfabetizados e não buscam por informação. Segundo Emillé Durkheim, cientista político e pai da sociologia, o indivíduo é influenciado pelo meio na sua forma de pensar e agir. Logo, é imprescindível que o Estado promova a divulgação em diversos meios de comunicação, haja vista que com a população ciente dos sérios riscos que o tabaco pode proporcionar, o número de dependentes  irá diminuir e consequentemente ocorrerá menos gastos na saúde desses indivíduos.

Urge, portanto, que a Receita Federal, por meio da disponibilização de recursos, financie a construção de centros de reabilitação nas regiões menos favorecidas, com o fito prestar todo o suporte aos dependentes dessa região. Ademais, cabe ao governo facilitar os medicamentos para esses cidadãos na rede publica, com o objetivo de melhorar o atendimento e apoio para esses indivíduos. Por fim, cabe ao Ministério da saúde, em parceria com o Ministério da Educação, promover a divulgação em canais de comunicação como rádio, televisão e em ambientes públicos, a fim de alertar toda a população sobre os perigos do tabagismo. Espera-se com isso que o problema seja atenuado e uma  sociedade saudável que  conviva com base nos conceitos iluministas do século XVIII.