Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/11/2020
Consoante ao filósofo e matemático Platão “o importante não é viver, mas viver bem”. Sob tal ótica, fica visível que a saúde pode ser considerada um dos bens mais importante para o ser humano, no entanto, muitas pessoas insistem em prejudicar o próprio bem-estar ao utilizar substâncias nocivas como o tabaco e suas diferentes variantes. Nesse âmbito, cabe avaliar as principais causas dessa problemática, como a dependência química do indivíduo e a oneração do Sistema Único de Saúde – SUS.
Em primeiro lugar, vale salientar os danos causados à saúde pelo uso frequente do tabaco. Segundo relatório do Instituto Nacional do Câncer – INCA, o tabagismo é reconhecido amplamente como uma doença ocasionada pela dependência à nicotina, que é uma substância altamente viciante. Nessa perspectiva, fica evidente que além da dependência química provocada por centenas de substâncias tóxicas presentes nos cigarros, a absorção dessas partículas maléficas pelo organismo acarretam doenças cardiovasculares, cânceres e diabetes. Desse modo, contribui-se para a permanência desse tipo de atitude negativa na sociedade.
Por conseguinte, é grande o número de pessoas que buscam o Sistema de Saúde Pública para tratamento de doenças provocadas pelo cigarro. Nesse sentido, conforme o site de notícias Folha de São Paulo, o governo gasta aproximadamente 30% do orçamento da saúde com doenças relacionadas ao tabaco. Tal postulado ratifica os gastos excessivos com as enfermidades causadas pelo fumo, posto que tais procedimentos englobam desde o remédio para inibir o apetite pela droga, acompanhamento psicológico, até cirurgias e tratamentos complexos contra câncer, tendo em vista que muitas dessas intervenções estatais poderiam ser evitadas caso medidas preventivas fossem adotadas. Sendo assim, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada, objetivando promover melhor qualidade de vida para a população.
Portanto, para que haja uma mudança e frear esse cenário de extremo descuido com a saúde populacional, é imprescindível esforço coletivo entre o Estado e a comunidade. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com empresas privadas, investir financeiramente em centros de reabilitação ao dependente e projetos de reeducação com os cuidados à saúde, mediante campanhas voltadas às políticas públicas de combate ao tabagismo e incentivo à adoção de hábitos saudáveis, veiculados por meio de palestras em escolas, mídias sociais governamentais, livros didáticos e jornais, com o intuito de mitigar os impactos provocados pelo uso do tabaco na saúde da sociedade. Por tudo isso, será possível que o “viver bem”, segundo o filósofo Platão, faça sentido na vida de cada pessoa.