Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/11/2020

Durante a década de 60 o tabagismo foi considerado sinônimo de juventude e saúde, como observado nas antigas propagandas da Marlboro, gigante mundial na indústria de cigarros, Porém, com o avanço de estudos médicos e monitoramento de tabagistas, concluiu-se que o cigarro é maléfico à saúde por possuir agentes cancerígenos e nicotina, que gera dependência. Estes malefícios são bem conhecidos pela população brasileira, sobretudo os jovens, no século XXI, entretanto, o número de novos fumantes não zerou apesar das políticas de combate estabelecidas pela união, o que afeta direta e indiretamente a saúde coletiva.

Em primeiro plano, a adesão do hábito do fumo por jovens no Brasil existe, apesar das políticas de combate adotadas, sendo essas a determinação de idade mínima sendo 18 anos para a compra de cigarro e a adição obrigatória de imagens gráficas que ilustram as consequências comprovadas do tabagismo à saúde. Logo, o novo hábito, oriundo da curiosidade ou caráter influenciável característicos da juventude, gera a dependência extrema, proveniente da ação da nicotina, perpetuando o uso do cigarro. Deste modo, o vício insalubre e perene do cigarro instituído nos jovens garantiu no século XX e continuará a garantir no século XXI a possibilidade sua permanência rotativa no mercado.

Outrossim, as consequências do fumo não só afetam a saúde do fumante mas também a saúde coletiva da população.  Diretamente o tabagismo afeta os fumantes passivos, aqueles que convivem com fumantes ativos e inalam involuntariamente os agentes maléficos do cigarro. Indiretamente, afeta quem faz o uso do SUS (Sistema Único de Saúde) pois fumantes passivos e ativos usam o sistema para tratamento de doenças que não possuiriam se não houvessem tido contato com cigarro, ocupando recursos e tempo que poderiam ser utilizados para o tratamento de doenças espontâneas. O sistema de saúde sul coreano oferece acompanhamento para fumantes que buscam se livrar do vício, focando no combate ao fumo, diferente do SUS que foca no tratamento das  consequências do mesmo.

Portanto, o combate ao tabagismo tem caráter fundamental  erradicação do mesmo no século XXI. Deste modo o Poder Legislativo brasileiro deve fazer manutenção das leis de combate já existentes, aumentando a idade mínima de compra de cigarros para 21 anos, para diminuir o número de novos fumantes que possam se tornar dependentes a fim de reduzir a circulação e influência do cigarro na sociedade. Além disso, o SUS deve, seguindo o exemplo do sistema de saúde coreano ,implementar nas Unidades Básicas de Saúde equipes focadas na superação de vício em cigarro, forma de combate que diminuirá as consequências sobre a saúde coletiva ao diminuir o número de fumantes de modo gradual.