Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 07/11/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário diverge do esperado, uma vez que, na atualidade, o tabagismo atua como principal vilão para que a população desfrute desse direito na prática, tornando o indivíduo dependente e atuando em cenários difíceis. Nesse contexto, questões morais e sociais devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, do meio social. Segundo o filósofo Gandhi “o futuro depende do que fazemos no presente”, diversas situações colocam os indivíduos como principais agentes da propagação de tal malefício, como forma de escapar da vida real e dos problemas enfrentados diariamente, disseminando, mesmo explícito as consequências, doenças respiratórias e em um cenário ainda mais nocivo, câncer. Paralelo a isso, dados da ONU relatam o aumento do uso entre os jovens de 18 a 24 anos, o que acarreta ainda mais a problemática, já que é diretamente proporcional: quanto mais cedo se utiliza o cigarro mas grave serão as consequências.          Outrossim, é valido destacar que o tabagismo torna-se um ponto negativo, tanto para o uso individual quanto para o coletivo. Exemplo disso são os dados do ONU que relatam que mesmo não utilizando o cigarro, as pessoas se tornam agentes passivos, ou seja, inalam a fumaça dos ativos consequentemente também se prejudicando. Nesse cenário, é notório que ambas as partes saem prejudicadas com atos imorais de alguns: de um lado, o indivíduo, que escolhe fazer o uso de narguilés, cigarros, nicotina o que se torna prejudicial a si mesmo, do outro, a vítima, que inala a fumaça mesmo não usando diretamente.

Conquanto, é notório que tal problemática não é de questão apenas individual. Portanto, é mister que órgãos responsáveis tomem providências para amenizar o quadro atual. Desse modo, urge que o Ministério da Saúde (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias tanto em escolas como para a população no geral que visam explicar e mostrar os malefícios que o tabagismo pode acarretar e advirtam aos usuários o perigo coletivo ao qual estão sendo expostos e disseminando aos demais. Palestras administradas, com profissionais da área, por meio de perguntas e respostas, para que a população se sinta confortável em debater sobre e entender as raízes do problema.