Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/11/2020

Aumento dos impostos, proibição de propagandas e advertências nas embalagens foram algumas medidas adotadas no Brasil a fim de diminuir o número de fumantes. Contudo, a problemática ainda persiste no país e por isso é necessário encontrar alternativas para contorna-la. Nessa perspectiva, pode-se dizer que a glamourização do fumo pela mídia e as novas formas do produto criadas pela corporação tabagista contribuem para o agravamento da situação.

A princípio, cabe destacar a contribuição da indústria cinematográfica para o cenário. Como exemplo, é válido mencionar que de acordo com a própria equipe de produção da série televisiva Peaky Blinders, o protagonista fuma cerca de 3 mil cigarros durante as temporadas. Nesse âmbito, a ideia de que fumar é um hábito legal e descolado é passada para os jovens telespectadores que, assim, se sentem mais motivados a adquirir o produto. Dessa forma, visto que a comercialização do cigarro não pode mais ser feita por meio da publicidade, é nítido que a indústria encontrou outras formas para se propagar.

Ademais, as inovações trazidas pelo empreendimento do ramo atraem novos consumidores. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 24 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos são fumantes. Isso se deve ao fato de que produtos como o narguilé e o cigarro eletrônico têm conquistado espaço entre a população mais jovem, visto que possuem aromas e sabores diferenciados. Porém, por apresentarem uma face menos segura, não deixam de ser nocivas à saúde do indivíduo, pois o tabaco continua presente.

Dessa forma, é evidente que o tabagismo é um impasse no Brasil e por isso é necessário encontrar caminhos para combate-lo. Sendo assim, é preciso alertar os adolescentes sobre os riscos das formas alternativas ao fumo. Paralelamente, o Ministério da Cultura deve evitar o contato de menores com conteúdos desse teor, por meio de uma fiscalização mais rigorosa a respeito da classificação da faixa etária em filmes e séries que contenham um alto número de cenas de fumo. Assim, a fim de reduzir a má influência sobre os jovens, espera-se que tais medidas somadas às impostas anteriormente reduzam o número de fumantes no Brasil.