Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo leva à óbito milhões de pessoas anualmente. Logo, esse cenário antagônico é fruto da falta de políticas públicas que dificultem a compra desse produto ou informem à população sobre seus malefícios. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de alcançar a Utopia de More.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o falecimento de, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito milhões de pessoas por ano em decorrência do uso de tabaco deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, segundo o pensados Thomas Hobbes, “o Estado é responsável por garantir o bem estar da população”, no entanto, isso não ocorre. Sob essa ótica, devido à falta de atuação das autoridades o tabaco é facilmente adquirido e, graças a isso, vivencia-se uma epidemia originada pelo seu uso. Desse modo, com o intuito de diminuir o número de óbitos ocasionados pelo consumo desse produto, faz-se mister a reformulação da postura estatal.
Outrossim, é imperativo ressaltar que a falta de conhecimento dos indivíduos sobre o efeito prejudicial do fumo promove o problema. Partindo desse pressuposto, de acordo com a Global Adult Tobacco Survey (GATS), apenas 26,6% dos adultos chineses sabiam que o tabagismo causa câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral. Dessa maneira, é evidente que, para diminuir o uso do cigarro, é necessário implantar na população o conhecimento sobre os males causados por ele à saúde dos usuários. Assim, esse quadro deletério não será mais perpetuado.
Portanto, a fim de mitigar o número de mortes causados pelo uso do tabaco, necessita-se, urgentemente, que a Organização Mundial da Saúde ordene aos países que dificultem a aquisição desse produto pela população, por meio do aumento de impostos. Com isso, torna-se mais difícil a compra de cigarros, devido ao aumento do seu preço. Ademais, deve ser direcionado capital que, por intermédio das prefeituras municipais, será revertido em projetos. Os quais, irão informar à população todas as patologias ocasionadas ao organismo humanos relativas ao consumo do tabaco. Destarte, atenuar-se-á o problema, diminuirá o número de óbitos e a coletividade alcançará a Utopia de More.