Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/11/2020
A Constituição Federal de 1988, do Brasil, é representante mundial no combate ao tabagismo nas mais diversas esferas sociais - ambientes públicos e privados. Entretanto, na prática, a mesma se torna insuficiente, já que a crescente nos números de adeptos ao tabaco progride geometricamente, afetando diversas camadas sociais, principalmente os jovens - que representam grande parte dos fumantes. Dessa forma, cabe ao momento estudar como a apologia às drogas e um relacionamento social frustrado alarmam ainda mais o problema.
Nesse contexto, segundo o filósofo Max Weber, a dominação carismática acontece, na maioria das vezes, devido a influência psicológica exercida de pessoas para grupos sociais. Outrossim, caso a mesma seja negativa - como a incitação ao uso de diversas drogas, como o tabaco - pode eclodir em um efeito, futuro, recheado de arrependimentos. Além disso, atualmente, o mundo do Rock, Rap e Funk, na maioria dos casos, demonstra a realidade covarde presenciada pelos brasileiros e suas soluções, porém, nenhuma profilaxia justifica a influência tendenciada para a dependência química, já que ela avilta e depõe contra a juventude.
Ademais, para o sociólogo Zygmunt Bauman, representante da Modernidade Líquida, a fugacidade das coisas é refletida aos mais jovens, intensificando a velocidade das suas relações sociais e interiores. Em outras palavras, existe um sentimento de não pertencimento dos mesmos com suas realidades, realizando então, transgressões prematuras para a fase adulta, não permitindo que as limitações impostas às suas vidas afetem suas individualidades, possivelmente, resultando no uso ou não do tabaco. Ou seja, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1%, dos vinte milhões de fumantes, são jovens, reafirmando a necessidade inclusiva dos adolescentes, que são diariamente pressionados pelo dia a dia, bem como pelas influências de serem adultos antes do tempo.
Portanto, a fim de regredir o número de crianças e adolescentes adeptos ao uso do tabaco no Brasil, medidas devem ser tomadas. Para tanto, é mister que o Ministério da Cidadania, juntamente com suas secretarias midiáticas - reconhecidos como as maiores instâncias administrativas no que tange à disseminação informativa - realizem, por meio dos canais abertos televisivos, escolas e faculdades públicas, propagandas, em horários nobres, como também ministrar, com profissionais da área psicológica, palestras às instituições de ensino, uma abordagem inusitada aos jovens. Para que, através da quebra de expetativa deles, o vício seja largado - mediante a demonstração teórica e prática dos males e consequências do cigarro. Feito isso, não existirão mais jovens influenciados negativamente, contrariando Weber, e se tornará um consenso mútuo se afastar do tabaco.