Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 09/11/2020

Com o decorrer dos anos a quantidade de fumantes decresceu em todas as idades, devido a campanhas de conscientização e o aumento da taxação sobre o cigarro. No entanto, a popularização dos cigarros eletrônicos mostra que esse problema não foi solucionado e passa a ganhar novos adeptos. Desse modo, torna-se necessário compreender os problemas econômicos e de saúde decorrentes dessa prática, a fim de combatê-la.

Primeiramente, é necessário ressaltar  os problemas econômicos gerados pelo tabagismo. Segundo dados da revista Galileu 30% da verba anual do Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada ao tratamento de complicações geradas pelo uso de cigarros, enquanto o lucro anual proveniente de suas vendas é de 6,6 bilhoes de reais, o que gera um prejuizo aos cofres públicos de aproximadamente 15,4 bilhões por ano. Mesmo asssim, a venda desse produto continua, devido ao fato de que ele, ainda, gera renda aos seus fabricantes, que lucram com a dependência química gerada por essa droga. Desse modo, o cigarro torna-se um gargalo econômico, pois ao arcar com os custos gerados pelo seu uso o Estado utiliza uma receita que poderia ser melhor investida em outra área, como educação.

Ademais, os problemas de saúde provenientes do hábito de fumar é outra adversidade a ser debatida. É sabido, que essa prática gera problemas cardiacos e respiratórios, devido a presença de agentes tóxicos que danificam os tecidos das vias aéreas e do sistema vascular, devido a nicotina, que faz ele altamente viciente e torna o abandono desse hábito difícil. Como consequência, de acordo como Sesi farmácia, 10 mil pessoas morrem diariamente devido ao tabaco. Desse modo, tem-se que, milhares de cidadãos perdem suas vidas e milhões precisam conviver com as sequelas deixadas por esse produto.

Fica claro, portanto, que o tabagismo é um problema que prejudica não apenas a economia, mas também a qualidade de vida do cidadãos. Por isso, é necessário que o setor legislativo, aliado com o Ministério da Saúde, analise os gastos com cuidados médicos do SUS provenientes da prática do fumo e crie leis de captação de impostos sobre os lucros gerados por esse produto e aumentando, além de aumentar a taxação sobre as vendas do mesmo. Isso, com o objetivo de fazer com que parte do lucro dos fabricantes dessa droga seja destinado aos serviços públicos -fazendo com que eles também arquem com parte dos gastos provenientes do uso de seus produtos- e desestimular a venda de tabaco no país. Desse modo, será possível fazer com que menos pessoas se tornem dependentes do cigarro e , assim, reduzir os gastos econômicos com problemas provenientes do tabagismo.