Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário diverge do esperado, uma vez que, na atualidade, o tabagismo atua como principal vilão para que a população desfrute desse direito na prática, tornando o indivíduo dependente e atuando em cenários difíceis. Nesse contexto, questões morais e sociais devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, do meio social. Segundo o filósofo Gandhi “o futuro depende do que fazemos no presente”. Nesse âmbito diversas situações colocam os indivíduos como principais agentes da propagação de tal malefício, como forma de escapar da vida real e dos problemas enfrentados diariamente, disseminando doenças respiratórias e em um cenário ainda mais nocivo, o câncer. Paralelo a isso, dados da ONU relatam o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens de 18 a 24 anos, o que acarreta ainda mais a problemática, já que a situação é diretamente proporcional: quanto mais cedo se utiliza o cigarro, mais grave serão as consequências.
Outrossim, é valido destacar que o tabagismo torna-se um ponto negativo, tanto para o uso individual quanto para o coletivo. Exemplo disso, são os dados da ONU que relatam que mesmo não utilizando o cigarro, as pessoas se tornam agentes passivos, ou seja, inalam a fumaça dos ativos e, consequentemente, também se prejudicam. Nesse cenário, é notório que ambas as partes saem prejudicadas com atos imorais de alguns: de um lado, o indivíduo que escolhe fazer o uso de narguilés, cigarros, nicotina, o que se torna prejudicial a si mesmo, do outro, a vítima, que inala a fumaça mesmo não usando diretamente. Conquanto, é notório que tal problemática não é de questão apenas individual.
Portanto, é mister que órgãos responsáveis tomem providências para amenizar o quadro atual. Desse modo, urge que o Ministério da Saúde (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias tanto em escolas como para a população no geral que visam explicar e mostrar os malefícios que o tabagismo pode acarretar e advirtam aos usuários o perigo coletivo ao qual estão sendo expostos e disseminando aos demais. Palestras administradas, com profissionais da área, por meio de perguntas e respostas, para que a população se sinta confortável em debater sobre o tabagismo e entender as raízes do problema.