Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 26/11/2020
O Mito da Caverna, do filósofo Platão, representa um grupo de pessoas o qual se recusa a enxergar a verdade a respeito do mundo, em razão do medo de abandonar a zona de conforto. Em alusão à citação, depreende-se a mesma problemática na realidade moderna, que é marcada pelo chamado tabagismo, hábito responsável por afetar a saúde do usuário e que ainda é negligenciado e insuficientemente combatido. Nesse contexto, é preciso analisar os fatores que levam às pessoas ao uso do tabaco, bem como os efeitos dessa conjuntura em suas vidas.
Em primeira análise, é lícito afirmar que o consumo do tabaco encontra terra fértil no pensamento imediatista, que caracteriza o corpo social atual. Nesse viés, o filósofo Bauman traz uma importante contribuição para o assunto, por meio de seu conceito de homem pós-moderno, o qual é marcado pela intensa busca pelo prazer instantâneo, sem a preocupação relativa ao futuro. Sob tal ótica, percebe-se o imediatismo como principal causador do problema, uma vez que o tabagismo é visto como uma forma rápida de diminuir o estresse e proporcionar o relaxamento, não obstante a possibilidade de tornar-se um vício e trazer malefícios à saúde.
Em segunda análise, é válido frisar que o tabagismo é uma prática autodestrutiva responsável por causar sérios problemas de saúde. Nesse sentido, de acordo com o filósofo existencialista Sartre, o homem é condenado a ser livre, o que o obriga a aceitar as consequências de seus atos. Diante disso, nota-se que, ainda que o uso do tabaco seja uma escolha individual, existem grandes chances desse consumo produzir, a longo prazo, patologias que podem levar à morte, como o câncer de pulmão. Além disso, os tabagistas afetam diretamente as pessoas com quem convivem, visto que o ato de fumar próximo a elas, torna-as fumantes passivas.
Assim, medidas são necessárias para combater o tabagismo, ainda presente no século XXI. Por conseguinte, é fundamental que o governo federal promova, por intermédio da contratação de empresas de propaganda, campanhas conscientizadoras acerca do uso do tabaco, as quais devem contar com relatos de ex-tabagistas que sofreram com doenças relacionadas ao fumo, além de imagens para ilustrar o estado do corpo humano após o consumo prolongado das substâncias, a fim de provocar a reflexão sobre a necessidade de evitar a droga. Em suma, deve-se agir sobre o problema, pois, conforme Simone de Beauvoir, cada um de nós é responsável por tudo e por todos.