Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/11/2020

Durante o século 20, era comum encontrar em filmes, propagandas e progamas de televisão renomados, a prática do tabagismo relacionada ao status social, luxúria e riqueza. Consequentemente, desde então, essa visão persiste presente na sociedade, o que compete sérios riscos à vida e saúde dos seus usuários, que, muitas vezes, acabam tornando-se reféns do uso. Além disso, a escassez de campanhas eficazes que alertem sobre os riscos dessa prática, como também a ausência de diálogos no ambiente familiar e escolar, são fatores que fomentam a piora da situação.

Primeiramente, cabe analisar a ausência de iniciativas e a despreocupação para a melhoria desse cenário. De acordo com o filósofo Marshal Mcluhan, o meio é a mensagem, logo, o meio que configura e controla as ações e associações humanas. Sendo assim, a falta de campanhas de conscientização e alertas contra o uso de tabaco, associadas à difusão de imagens que estimulam esse hábito, influenciam o agravo desse vício, que atinge da população mais nova à mais velha e constitui-se como uma das maiores causas de morte no mundo atual.

Outrossim, a carência de aprendizado e abordagem em escolas e faculdades sobre o assunto, pode desencadear o uso precoce e desvantajoso do mesmo. A exemplo disso, é cabível abordar sobre a citação de Paulo Freire, educador brasileiro, que afirmou a importância da educação para mudar pessoas, de forma que essas possam transformar o mundo. Posto isso, é perceptível a necessidade de preocupação colegial em abordar sobre esse mal que atinge grande parte dos adolescentes, na qual, desprovidos de orientação e guiados pelo desejo de inserção social, adquirem esse vício de forma imatura e inconsequente.

Fica evidente, portanto, a urgência na tomada de iniciativas capazes de atenuar esse panorama. Dessa maneira, é cabível a atuação das esferas midiáticas, juntamente com o ambiente acadêmico e doméstico e os sistemas de saúde, de forma concomitante e eficaz. Podem atuar na diminuição de propagandas que incentivem o uso de produtos à base de tabaco, assim como a difusão de palestras com profissionais da área de saúde que alertem sobre os riscos e consequências da prática. Aos parentes, é necessário a instrução e bate-papos acerca dos prejuízos e da imagem falaciosa de ostentação relacionada ao hábito. Por fim, ao sistema de saúde é importante ofertar meios e tratamentos para viciados, de forma a garantir e proporcionar esperança e desapego saudável desse vício. Dessa forma, da esfera mais nova à mais adulta, pode-se combater a prática, e deixá-la no século 20.