Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/11/2020

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão a realidade do Brasil, ainda que o empenho de políticas públicas tenha se consolidado para amenizar os efeitos do uso do tabaco, a partir da publicidade, ainda assim existem obstáculos a serem superados. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da glamourização do fumo, bem como a falta de conhecimento acerta dos problemas acometidos pelo uso do tabaco acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, é indubitável que fumar, no início do século XX, era considerado uma tendência para a população que possuía um alto poder econômico, demonstrando luxo, tanto quanto riqueza, sendo evidente nos filmes norte-americanos. Em consonância aos dias atuais, ainda que tenha ocorrido transformações para conscientizar a população acerca da dependência química causada pelo cigarro, como a lei antifumo, em 2011, ainda assim se faz necessário a desconstrução de que o tabaco é agregador de status, bem como acerca das suas reais consequências.

Sob um segundo enfoque, o mito da caverna de Platão, descreve que um grupo de pessoas, desconhecendo sua própria situação, limitavam-se de ver somente as projeções da realidade no fundo da caverna. Em razão disso, essa alusão reflete os efeitos ligados ao prazer, quase imediatos, sentido pelo fumante, sendo ele protagonista da sua própria condição de existência. No entanto, ainda que o tabagismo seja uma doença causada pelo excesso de nicotina, componente do tabaco, responsável por gerar dependência química e psicológico, é importante que as pessoas tenham o conhecimento acerca dos malefícios, como o câncer de pulmão, infarto, aumento do colesterol, entre outros.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas escolas e na mídia, sendo administrado por profissionais da área da saúde, para que seja exposto a explicação detalhada das consequências advindas do cigarro, a fim de desconstruir o que no passado foi visto como o diferencial entre as pessoas. Além disso, cabe ao Governo, garantir que a campanha nos locais supracitados ocorra de maneira efetiva e constante, para que as gerações futuras garantam uma perspectiva de mundo melhor. Somente assim, será possível a mudança do percurso.