Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/11/2020
Durante o período escravagista nas américas, a Companhia das Índias Ocidentais utilizava Cuba como um importante local de plantação de tabaco, cuja planta era posteriormente processada e transformada nos conhecidos cigarros e charutos cubanos. Hodiernamente, o tabagismo é uma prática recorrente, inclusive, no Brasil, o que evidencia um quadro preocupante considerando que ele deturpa a homeostase do organismo. Nesse contexto, pode-se dizer que esse problema inicia-se na adolescência e promove consequências sanitárias durante a vida adulta.
Mormente, é evidente que o ato do consumo de tabacos é cultural. Sob esse viés, o psicólogo russo Vigotsky afirma que o meio transforma o ser, e o ser influencia e transforma o meio. Nesse sentido, esse pensamento pode ser associado ao tabagismo, cujo hábito começa na adolescência, período característico em que ocorre um intenso período de socialização dos jovens. Nessa conjuntura, o adolescente é induzido pelos outros colegas que fumam a aderir esse hábito para que possam se sentir integralmente parte do grupo, iniciando o consumo de tabaco e, possivelmente, de outras drogas também. Tristemente, ao entrar nesse tipo de ciclo social, o jovem adentra um caminho perigoso, pois esse narcótico promove queda da destreza mental, prejudicando os estudos, além de apodrecer o organismo.
Consequentemente, o usuário que iniciou o uso de cigarros na puberdade e prolongou esse ato durante toda a sua vida enfrentará graves problemas no corpo. Isso ocorre porque a organela celular denominada retículo endoplasmático liso, responsável pela desintoxicação do organismo, eventualmente não conseguirá purificar o sangue devido à quantidade excessiva de narcóticos nele. Dessa maneira, essas substâncias tóxicas irão se acumular na parede do pulmão, causando mutações e o câncer pulmonar, a maior consequência do tabagismo. Infelizmente, essa enfermidade é o segundo câncer mais comum no Brasil, cujo tratamento é caro na rede privada de saúde e no Sistema Único de Saúde (SUS) é extremamente moroso, o que pode levar ao óbito do fumante.
Urge, portanto, uma solução definitiva para essa problemática. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de uma ação a qual deve ser aprovada pelo Poder Judiciário, permita policiamento nos exteriores e interiores das escolas e esses policiais devem fiscalizar as mochilas dos alunos, bolsos e calças caso sejam inqueridos pelos profissionais, reduzindo o tabagismo nos educandários. Outrossim, o Ministério da Saúde, mediante uma petição, deve exigir à Secretaria do Tesouro Nacional mais recursos monetários para o investimento do tratamento de pessoas com câncer de pulmão na rede pública de saúde, a fim de que que todos possam ter um tratamento de qualidade e célere.