Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/11/2020

Pelo bem de todos, não fume

Durante os séculos XVI e XVII, o consumo do tabaco era destinado basicamente para fins medicinais e religiosos. Todavia, com a Revolução Industrial e ascenção do capitalismo, essa planta passou a ser utilizada com outras finalidades, entre elas a produção do cigarro. Nesse contexto, o hábito de fumar tornou-se, ao longo do tempo, um problema de saúde pública, haja vista os males proporcionados aos homens e ao meio ambiente.

Em primeira análise, sabe-se que a Declaração dos Direitos Humanos de 1948, prevê o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, tal prerrogativa não é exercida plenamente, pois o tabagismo ainda é considerado a maior causa evitável de mortes no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Nesse viés, a continuidade dessa problemática  é decorrente da dependência física e psicólogica do consumo da nicotina, além da dependência comportamental- caracterizada pela rotina associada ao uso do tabaco- o que poderia ser evitado com a não iniciação do uso desse produto. Com isso a saúde do fumante fica comprometida, assim como o seu bem-estar e o das pessoas próximas, as quais se tornam fumantes passivas e são prejudicadas, embora em menor grau.

Ademais, esse hábito acarreta consequências negativas aos humanos e ao meio ambiente. Nesse ínterim, a primeira ocorre em nível individual, já que os tabagistas adquirem diversas enfermidades ao longo dos anos, tais como: enfisema pulmonar, problemas cardiorrespiratórios e, até mesmo, cânceres de pulmão , garganta e boca. Por outro lado, observa-se a consequência ambiental gerada pelo descarte errôneo das bitucas de cigarro, o que corrobora com agravamento da poluição e enchentes urbanas. Desse modo, consoante com Jean-Paul Sartre, os indivíduos são responsáveis pelos seus atos e cabe a eles modificar atitudes danosas, como o tabagismo.

Entende-se, portanto, os males do tabagismo e a necessidade de erradicar esse hábito entre os brasileiros. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, junto as diversas mídias sociais, como televisão, internet e rádio, promovam campanhas de conscientização sobre os males causados pelo uso do cigarro e a importância de evitar essa prática. Isso pode ser feito por meio de palestras públicas, anúncios e propagandas, com partes escritas, desenhadas e em libras, visando atingir todos os brasileiros e levar o conhecimento sobre esse hábito maléfico. Dessarte, a saúde e o bem- estar social, garantidos pela Declaração dos Direitos Humanos, podem ser alcançados plenamente.