Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/11/2020

Inalação, vias respiratórias, pulmão, circulação, cérebro, prazer. Esse é o trajeto da fumaça do cigarro do princípio até a êxtase, gerada pela liberação de adrenalina através do efeito da nicotina nos receptores cerebrais. Embora pareça um processo inofensivo, o tabagismo- toxico mania em nicotina- é, no século XXI, um problema de saúde pública.

O percurso da fumaça do cigarro é de apenas seis segundos, pequeno espaço de tempo em que tecido são destruídos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) um fumante tem três vezes mais chances de morrer e, em média, onze vezes a probabilidade de uma pessoa não fumante de ser diagnosticado com câncer no pulmão- a doença que mais mata no mundo. Além disso, há o aumento de doenças cardiovasculares e de enfisema pulmonar, caracterizado pela destruição dos alvéolos e interrupção das trocas gasosas. Desse modo, o tabagismo acarreta inúmeros danos à saúde pública e individual, pois aumenta, consideravelmente, o número de pessoas com problemas de saúde e provoca milhões de mortes por ano.

Outrossim, embora, hoje, não seja visto como algo elegante, a percepção hollywoodiana repercute, ainda, no consumo do cigarro. A Ong “Truth Orange” publicou um estudo que revela que um em cada três fumantes menores de dezoito anos começam a fumar influenciados por séries e filmes. Assim, é indubitável a necessidade do combate a visão social sobre o tabagismo.

Conclui-se, portanto, que o tabagismo é um problema de saúde pública e que a atual perspectiva sobre o fumo como habitual deve ser combatido. Afim de reduzir o consumo de cigarros entre os adolescentes é mister que as grandes empresas produtoras de filmes eliminem as cenas de fumo como algo popular e corriqueiro. Além disso, a o Ministério da Saúde em parceria com as mídias deve promover a divulgação dos tratamentos fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) que auxiliam as pessoas a pararem de fumar gratuitamente.