Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/11/2020

A Constituição Cidadã de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à saúde de qualidade. No entanto, quando se observam os desafios para o combate ao tabagismo na sociedade brasileira, verifica-se que a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão ao aumento do vício em tabaco nos jovens, mas também devido aos perigos do elevado tempo de exposição do organismo ao cigarro. Logo, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com o intuito de reverter esse panorama.

Em primeira análise, é indubitável que o aumento do vício em tabaco nos jovens esteja entre as causas do problema. Nesse viés, o filósofo Immanuel Kant defendia o campo das liberdades e direitos fundamentais na modernidade. De maneira análoga, o adquirimento do vício em cigarro na juventude rompe esse campo, haja vista que, de acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de jovens fumantes cresceu cerca de 1,1%, em apenas um ano. Evidencia-se, portanto, que uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para a construção de uma saúde viável para a atual geração.

Além disso, destacam-se os perigos do elevado tempo de exposição do organismo ao cigarro como impulsionador da situação. Dessa forma, o sociólogo Max Weber estabeleceu que a ação social só existe quando um indivíduo se comunica com os outros. Nesse sentido, nota-se que, devido ao mau diálogo da administração pública com os cidadãos, medidas legislativas, com o objetivo de informar sobre os perigos da exposição ao tabaco à longo prazo para o organismo, não são firmadas. Desse modo, constata-se que a não efetividade da ação social - por parte do governo - corrobora para o desenvolvimento de doenças nos brasileiros.

Pode-se concluir, portanto, que é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro do tabagismo no Brasil. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve direcionar recursos para o combate do uso do cigarro nas regiões brasileiras. Para que isso ocorra, é necessária a mobilização nos veículos de comunicação e nas escolas secundárias com a finalidade de informar, através de vídeos educativos e palestras, acerca dos perigos do tabagismo para a saúde humana. Somente assim, o Brasil poderá combater essa mazela que atinge parte da população e, ademais, auxiliar para a garantia da saúde de qualidade, erradicada pela Constituição Federal.