Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/11/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem estar físico de todos os cidadãos brasileiros. Dessa forma, faz-se necessário que o poder público atente-se ao tabagismo no Brasil, enquanto situação que põe em risco a saúde de milhares de pessoas no país, e está crescendo cada vez mais devido à má representação midiática e à banalização do problema pela sociedade
Em uma primeira análise, é fato que a má influência da mídia favorece a realidade vivenciada pelo tabagismo. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia, nao deve ser convertido em instrumento de opressão. Nesse sentido, a televisão, por meio de programas como filmes e novelas, além também das mídias sociais, acabam criando uma glamourização do cigarro, por vincular a ele, uma imagem de liberdade e prazer, influenciando milhares de pessoas a utilizá-lo. No entanto, esse pensamento é equivocado, visto que, os cigarros provocam cânceres, além de outros problemas como bronquite, enfisema pulmonar e ataques cardíacos que podem levar o fumante a óbito.
Ademais, outra dificuldade enfrentada é a questão do descaso social em reverter tal problemática. O “Mito da Caverna”, escrito pelo filósofo Platão, em seu livro “A República”, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. Esse diálogo platônico é evidenciado na realidade brasileira, pois, o tabaco apesar de ser viciante e causar sérios problemas, é pouco refletido pelos usuários, resultante da incessante busca pelo prazer, por conseguinte, não atentam-se as consequências, além de ser pouco discutido nos âmbitos escolar e familiar por ainda se tratar como um “tabu” na sociedade.
Por tudo isso, faz-se necessário uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto como médicos e psicólogos, que tratam especificamente as consequências do uso do tabaco, com o apoio de ONGs também especializadas,