Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/11/2020
A apresentadora Ana Maria Braga foi diagnosticada novamente com câncer de pulmão, o segundo tipo de câncer com maior incidência e com maior mortalidade no Brasil. Assim, observa-se que o número de casos dessa doença tem aumentado consideravelmente no país, sendo que tem como principal causa o tabagismo, caracterizado por ser uma dependência física e psicológica à nicotina, substância presente no tabaco. Dessa forma, é notório uma falha no papel do Estado, que não destina verbas suficientes para a maior exposição da existência de tratamento público para os viciados em tabaco, além da cultura do tabagismo já imposta desde a década de 60 e 70, o que enfatiza a problemática.
Em primeira análise, pode-se ressaltar a negligência do poder público com a saúde dos usuários de tabaco. Seguindo essa linha de raciocínio, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, os indivíduos são considerados “Cidadãos de Papel”, visto que desfrutam de uma cidadania aparente e limitada ao âmbito teórico. Esse pensamento pode ser aplicado ao assunto abordado pois o Governo não garante uma saúde qualificada à todos os cidadãos, quando não expõe ou oferece a existência do tratamento público com especialistas em vícios em componentes químicos aos dependentes em fumo, uma vez que o procedimento é 100% gratuito e obtêm ótimos resultados. Assim, os viciados que não procuram tratamento médico sofrem as consequências do efeito da nicotina na saúde, o que pode desencadear doenças graves, como câncer de pulmão, deixar a pessoa mais vulnerável à infecções, e pode dificultar a memorização e o aprendizado.
Em segunda análise, destaca-se a característica da sociedade brasileira que incorporou hábitos norte-americanos e os reproduz até os dias atuais. Nesse sentido, de acordo com o conceito de “Habitus” postulado pelo sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora estruturas sociais impostas à sua realidade e depois as reproduzem ao longo das gerações. Aplicando-se essa teoria ao assunto estudado, a cultura do tabagismo é disseminada na sociedade brasileira desde as décadas de 60 e 70, por meio das produções cinematográficas hollywoodianas, o que contribui significativamente para o aumento do tabagismo no país, uma vez que socialmente é bonito fazer uso de fumos. No entanto, na maior parte dos casos, o uso socialmente pode levar à dependência química.
Em suma, conclui-se que medidas devem ser tomadas para alterar o cenário atual. Por isso, o Ministério da Saúde em parceria com os anúncios televisivos devem fazer propagandas em horários nobres expondo a existência de tratamento dos viciados, a fim de que toda a população saiba e possa se tratar. Ademais, o CONAR deve regulamentar a mídia, para que não exponham com tanta frequência nos filmes o uso demasiado de tabaco e fumos a fim de que não haja influência.