Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/11/2020
A Constituição Federal de 1988 garante aos cidadãos o direito à saúde e ao bem estar. No entanto, a sociedade brasileira contemporânea sofre com os altos índices de fumantes e com a presença do tabagismo como hábito, o que contraria a norma constitucional. Dessa maneira, é importante entender como a má influência midiática e a busca por prazeres instantâneos fortalecem a problemática, o que demanda de ação pontual.
Em primeiro plano, a veiculação do fumo pela mídia banaliza o grave problema. Nesse viés, o sociólogo Guy Debord, em sua obra “Sociedade do Espetáculo”, relata a forma como a exposição midiática influencia, negativamente, os hábitos diários e de consumo. Sendo assim, diversos filmes e seriados apresentam o uso de tabaco como maneira de manter um “status” social e como forma de pertencer a um determinado grupo, o que perpetua a opressão midiática denunciada por Debord. Por isso, enquanto a mídia espetacularizar o hábito fumante, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais sérios problemas do século XXI: o tabagismo.
Ademais, a busca incessante pela satisfação passageira afirma o uso de tabaco como problema social. A esse respeito, de acordo com o Hedonismo, filosofia grega, a paz de espírito é alcançada por meio do prazer momentâneo. Assim, certos indivíduos veem o fumo como atividade de lazer, que traz euforia e diversão no momento do ato, não se atentando às possíveis consequências futuras. Com efeito, casos de doenças que atingem a integridade corporal, sobretudo, as respiratórias, como bronquite e enfisema pulmonar, são cada vez mais frequentes na vida dos que mantém o fumo como hábito. Desse modo, não há como pôr fim ao tabagismo enquanto a filosofia grega servir como regra.
Fica evidente, portanto, que o uso desenfreado do cigarro deve ser combatido. Logo, é dever do Poder Público criar e incentivar projetos e palestras, sobre o uso do tabaco, por intermédio da mídia engajada e dos aplicativos e redes sociais, que relatem as influências negativas e as doenças causadas pelo uso do cigarro, além de alertar a população sobre possíveis danos, na vida social do fumante e na integridade corporal como um todo, tais ações têm a finalidade de abolir o tabagismo no Brasil contemporâneo. Somente assim, a norma constitucional será plenamente efetivada.