Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/11/2020
O mito da caverna de Platão, descreve a situação das pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair da zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito aos caminhos de combater o tabagismo. Ora um grave problema de contornos específicos, em virtude da manipulação midiática e das imposições sociais.
Nesse sentido, tem-se como primeiro vetor desse imbróglio a danosa influência da imprensa, posto que torna o tabagismo e suas variáveis em algo cativante e “necessário”. Apesar da lei antifumo que proíbe anúncios publicitários de produtos com tabaco, a mídia encontra outras maneiras de exibir propagandas sobre tabaco, como as redes sociais, filmes e cartazes nas lojas. Alude sobre isso o levantamento do Datafolha, no qual afirma que 85% dos consumidores decidem comprar produtos com tabaco dentro das lojas. Dessa maneira, a imprensa induz o individuo ao consumo desse danoso produto.
Sob essa perspectiva, tem-se ainda as imposições coletivas, já que para uma pessoa seja aceita e vista como ‘legal’ precisa se tornar fumante. Esse fenômeno ocorre principalmente entre os jovens que ainda estão construindo sua identidade. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer 90% dos fumantes iniciaram na adolescência por influência daqueles ao seu redor. Com isso, a necessidade de pertencer a um grupo cria jovens viciados em tabaco.
Urge, portanto, que é dever do Estado aumentar a fiscalização em torno da lei Antifumo, em que os estabelecimentos que incitarem a compra de produtos com tabaco seja devidamente punida, a fim de evitar uma compra impulsiva que irá gerar um vício. Ademais, é oportuno que o MEC – Ministério da Educação e Cultura – crie abordagem sobre o tabagismo por meio de aulas didáticas, em que situações reais serão simuladas e que os malefícios do tabaco serão expostos, com o intuito de gerar jovens seguros de si.