Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/11/2020
De acordo com a Constituição Cidadã, saúde é um direito de todos e dever do Estado. Contudo, visto que segundo a Organização Mundial da Saúde grande parte dos fumantes se tornam dependentes antes dos 20 anos, trazendo a tona a problemática de se ter uma sociedade jovialmente viciada, proporcionando doenças respiratórias posteriormente. Desse modo, fica evidente a necessidade de se combater o tabagismo entre os brasileiros, principalmente entre os jovens, sejam esses empecilhos provocados pela busca da construção da identidade, seja pela facilidade com que o tabaco é comercializado.
Em primeira análise, cabe ressaltar como os jovens são mentalmente influenciáveis a respeito de suas escolhas dada sua busca pelo conhecimento de si mesmo. Sendo assim, visando essa ótica, o Ministério da Saúde divulgou que quase 19 milhões de jovens entre 12 e 17 anos já fumaram pelo menos 1 vez, o que demostra a amplitude da utilização dessa droga, que muitas vezes chega a esses adolescentes como ferramenta de inclusão, aceitação em um grupo ou pela mera sensação de se sentir adulto, conquistando seu espaço.
Além disso, a negligência Estatal a respeito da comercialização do cigarro se torna um intensificador para a utilização do mesmo. Entretanto, mesmo com a criação da lei 9.294, que dispõe sobre as restrições ao uso e propaganda de produtos fumígenos, o acesso a essas drogas lícitas não foi restringida uma vez que, de acordo com a OMS, estima – se que dos 10% da população fumante no país, 100 mil sejam adolescentes. Desse modo, a situação se torna ainda mais emergencial, já que o risco de doenças respiratórias cresce com o tempo maior de uso.
Destarte, são necessárias medidas que atenuem as consequências e problemas tragos pelo tabagismo. Portanto, cabe as instituições escolares como promotoras do pensamento crítico nos alunos realizar palestras que visem mostrar a importância de se mantar o cuidado a respeito das ações tomadas a partir de opiniões alheias, além de deixar claro como o uso prematuro do tabaco pode gerar doenças futuras como o câncer de pulmão. Ademais o Ministério da Comunicação em parceria com o Ministério da Saúde deve realizar a retomada da divulgação nacional da Lei Antifumo, como forma de conscientização populacional, dado que a maioria dos jovens atuais eram ainda crianças no período em que a campanha foi realizada. Outrossim, o Ministério da Saúde também precisa intensificar as fiscalizações nos comércios brasileiros impedindo a venda dessa droga para menores, promovendo em conjunto a implementação de penas efetivas aqueles que descumprirem as normas governamentais.