Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 07/01/2021
O tabagismo no séc XXI está muito influenciado e alavancado pela indústria cinematográfica, que se tornou muito forte e influente no últimos dois séculos. Principalmemente, pelo fato desta retratar sempre o homem poderoso, importante, como fumante, o que por conseguinte, criou um status social de prestígio àqueles que consomem tal produto. Esta postura aliada às campanhas publicitárias (atualmente proibidas) que tempos atrás também utilizavam desta estratégia para induzir sua adesão. Prova disso, são os dados do INCA ( Instituto Nacional Do Câncer) que afirmou que o consumo deste cresceu 300% nos últimos anos.
Em primeira análise, há de se destacar que o uso do tabaco impacta diretamente no sistema da sáude brasileiro, pois este causa em seus dependentes doenças cardiovasculares, as quais são consideradas pela OMS ( Organização Mundial Da Saúde ) como doenças crônicas. Estas, segundo dados do Ministério da Saúde consomem cerca de 70% da verba deste órgão, que acarreta no subfinanciamento do sistema e precarização das demais áreas, causando déficit de leitos, falta de médicos, entre outros imbróglios. Em adição, fere-se um Direito Constitucional garantido pelo artigo 205, o qual assegura a todos o acesso à saúde de gratuita e de qualidade por estes gastos.
Ademais, discute-se o poder de dependência que o cigarro com seus componentes possui, com a Nicotona, como a principal destes. Tal força faz com que seus dependentes não passem longos períodos sem ingerí-los e isso tem como consequência, em atividades laborais pausas para fumar e perda de produtividade. Segundo dados da universidade inglesa de Oxford os trabalhadores em suas pausas, antes e após perdem produtividade e esta chega a 30%, ocasionando incalculáveis prejuízos financeiros. Tendo como reflexo a estagnação econômica, desemprego pelos males que tal hábito traz.
Em suma, a indústria cinematográfica é uma das responsáveis pelos elevados números de dependentes de cigarro aliadas às propagandas que utilizavam a questão do status social para induzir o consumo. Além disso, existe o imbróglio causado na sáude e na economia. O Ministério Da Saúde junto às unidades básicas de saúde da família poderiam fazer visitas domiciliares com profissionais especialistas na área com o objetivo de antecipar este vício que gera doenças que comprometem o sistema de saúde brasileiro, com a realização de exames, políticas de prevenção ao tabagismo para promoção do desenvolvimento sustentável.