Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/11/2020

Nos quadradinhos da DC, Superman tem uma única fraqueza, a Kriptonita, uma pedra capaz de tirar toda a sua força e poder , deixando o homem de aço fraco e suscetível a ataques. Fora dos quadradinhos, na sociedade brasileira, o tabagismo no século XXI assemelha-se com a Kriptonita, que nesse caso enfraquece não o homem mais forte dos quadradinhos, mas a sociedade, deixando-a doente e em estado de anomia social. Nesse contexto, essa problemática tem base na ineficiência educacional e negligência constitucional.

Em primeira análise, a ineficiência educacional evidencia uma forte relação com a ocorrência dessa situação. Sob esse viés, de acordo com o Instituto Lado a Lado Pela Vida, 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos e 90% dos pacientes de câncer do pulmão são fumantes. Partindo desse pressuposto, é evidente que a instalação do hábito de fumar é um fenômeno adolescente, que aumenta as chances da dependência em mais de 30 anos, visto que, é necessário um uso contínuo de 7 a 14 dias para o usuário se tornar dependente. Também, é notória a relação com a alta taxa de mortes do Brasil, já que, 200 mil mortes por ano é em relação ao tabagismo segundo o site Minha Vida.

Faz-se mister, ainda, salientar a negligência constitucional como impulsionador dos impactos negativos na sociedade. Ademais, segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de fiscalização efetiva rompe essa harmonia, haja vista que, embora a Carta Magna de 1988 garanta o direito à saúde a todos, muitas são as pessoas que, em ambientes fechados, sofrem danos a suas saúdes, devido ao exercício do tabagismo em lugares proibidos para tais práticas.

Infere-se, portanto, que o tabagismo é um grande mal que precisa ser mitigado. Logo, a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ) deve aumentar as taxas e os tributos sobre os produtos da indústria tabagista, por meio de ICMS, imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias, com o fito de desestimular o uso do tabaco. Outrossim, essas mídias, tanto televisivas quanto sociais, devem promover ações de merchandising social, por meio de filmes, telenovelas ou eventos que retratem essa problemática do tabagismo no século XXI, a fim de desincentivar o fumo cada vez mais.