Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/11/2020
Nos anos 1900, o uso do tabaco era glamourizado nas produções cinematográficas de Hollywood e os verdadeiros riscos da aderência a esse vício eram mascaradas. Apesar da elucidação dos malefícios do cigarro terem tido importantes avanços na cronologia histórica, essa toxicomania ainda é preocupante na contemporaneidade, visto que é uma das maiores causas de doenças pulmonares e cardiovasculares. Diante desse contexto, faz-se mister a análise dos problemas e consequências advindos do hábito tabágico, advindos tanto da negligência na prevenção do tabagismo quanto da produção de novos cigarros eletrônicos com a falsa alegação de serem mais seguros para a saúde.
Em primeira análise, vale ressaltar que de acordo com Carl Jung, criador da psicologia analítica, toda forma de vício é ruim. Partindo dessa lógica, o uso do tabaco se insere corretamente nessa premissa, já que contém psicoativos como a nicotina que inibem a cognição, e consequentemente, o aprendizado. No entanto, mesmo com os tamanhos malefícios dessa toxicomania, os caminhos para combatê-la são falhos no tocante à prevenção, essencial em todas as estratégias de combate a patologias. Isso ocorre seja pelo insipiente direcionamento atual de verbas para tal fim, seja pela negligência em acionar os setores da saúde para atuar precavendo a população alvo, colaborando assim, para o caos na saúde pública mundial.
Em segunda constatação, é nítido que as empresas de tabaco, ao observarem a decadente popularidade deste, inovaram e produziram outros produtos semelhantes e mais tecnológicos. Como exemplo, a “Arguile”, empresa de cigarros eletrônicos de variados formatos e aromas, comercializados com a promessa de serem menos nocivos à saúde, lucra na atualidade. No entanto, a Organização Mundial da Saúde alerta que as toxinas presentes nesses derivados são consideradas viciantes e não recomenda o uso. Diante disso, explicitar que os novos cigarros continuam com antigos e até maiores malefícios é de veríssima importância no embate às consequências apresentadas.
Constata-se, portanto, a urgente necessidade de remodelar a dinâmica crítica supracitada. Para tanto, os Ministérios da Saúde dos países com mais incidência de tabagismo devem elaborar políticas públicas eficazes de prevenção, em escolas e faculdades - nas quais há maior público alvo - por meio de seminários e whorkshops preventivos, a fim de amenizar o ingresso desse público nessa toxicomania. Ademais, exigir que os verdadeiros perigos dos cigarros eletrônicos sejam explicitados nos rótulos das embalagens contribuirá para a mitigação da problemática. Assim, será possível alcançar uma conjuntura na qual o tabagismo seja contido de forma efetiva e a saúde pública seja beneficiada.