Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/05/2021
O tabaco, inicialmente utilizado para fins religiosos e medicinais em tribos indígenas, ao ser inserido na lógica capitalista, por meio, principalmente, dos cigarros (que combina outras substâncias químicas causadoras de dependência), teve seus impactos modificados bruscamente no Brasil. Dessa forma, cabe compreender as causas — ressaltando-se, sobretudo, a influência midiática — de tal problema, bem como as diversas consequências provenientes e impedimentos para sua erradicação.
Sob tal ótica, é imperativo reconhecer a mídia, com seu forte poder de influência, como uma das principais causas do ainda elevado número de fumantes na nação verde-amarela. Nesse contexto, vale explicitar que os cigarros, que passaram a ser produzidos em escala industrial no início do século XX, vieram acompanhados do bombardeamento publicitário, a exemplo do “Cowboy da Marlboro” — figura criada pela Marlboro, maior empresa de cigarros da época, para incentivar o ato de fumar entre jovens. Entretanto, hodiernamente, mesmo depois de um século, percebe-se que a romantização do uso dos cigarros continua marcante na mídia, especialmente em ficções, como na série juvenil Skins. Dessarte, ao ser reforçado o estereótipo de que todo jovem ou adulto independente, empoderado e de personalidade forte tem o hábito de fumar, a taxa de fumantes no Brasil permanece alta.
Consequentemente, o tabaco se torna, na nação tupiniquim, um grave problema de saúde pública. Isso porque o uso dos cigarros, ao ser uma das principais causas de doenças graves, como o câncer, deixa quase 800 mil brasileiros doentes todos os anos, segundo dados do Anuário Brasileiro do Tabaco (2011). Além disso, a mesma fonte mostra que a problemática do tabaco gera prejuízos de mais de 20 bilhões ao Estado com tratamentos para fumantes e pessoas que convivem com eles. Vale destacar, entretanto, que muitas das ferramentas de apoio ao abandono do vício (como os acompanhamentos psicológicos e os adesivos de nicotina oferecidos gratuitamente) ainda são desconhecidas por uma parcela considerável da população, impedindo, assim, que a resolução do impasse progrida.
Logo, evidencia-se a necessidade da erradicação da problemática. Portanto, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Saúde, utilizando-se do meio midiático, dar continuidade às campanhas de combate ao uso dos cigarros, intensificando a antipropaganda e difundindo os diversos meios de auxílio de superação do vício, além de ressaltar a importância do tratamento também com um psicólogo. Ademais, também é ideal que o mesmo ministério atue nas escolas, reforçando debates acerca da temática ainda no ensino básico, a fim de que a juventude conheça os malefícios dos cigarros. Dessarte, poderá ser projetado um Brasil com uma forte mentalidade de que os cigarros só apresentam malefícios, restringindo, assim, o tabaco aos usos religiosos e medicinais que possuía inicialmente.