Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/11/2020

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de saúde pública, o aumento do tabagismo funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de um correto incentivo, assim como uma vida social conturbada impedem a limpeza completa do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, a carência de uma correta influência mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Nesse sentido, em filmes de cinema e programas de televisão antigos, a ação de fumar era considerada luxuosa e de construção de caráter, como alguém poderoso e superior aos demais, por exemplo os filmes de James Bond (007) em que um ícone de masculinidade usava cigarro constantemente. Essa mentalidade foi incorporada ao ideário de vida da população, pois a falta de um correto incentivo para evidenciar que o cigarro traz mais prejuízos que benefícios é o grande empecilho que impede a solução do contratempo, gerando uma sociedade com baixa qualidade de vida, devido a deficiências de saúde – problemas respiratórios e câncer de pulmão – evidenciado pela OMS de que mais de seis milhões de pessoas morrem anualmente decorrentes do ato de fumar, que há de mudar.

Em segunda análise, o constante crescimento do custo de vida gera uma vivência social conturbada em que o indivíduo trabalha mais e descansa menos, sendo esse outro fator que aumenta o uso do tabaco pela população. Nesse ambiente, as pessoas necessitam de meios para fugir do estresse diário, utilizando cigarros, bebidas alcóolicas e medicamentos para retardar a ansiedade do mundo dos negócios. Com isso, o uso prolongado do tabaco, principalmente, acarreta doenças que culminam em excessivos gastos para o SUS, como no ano de 2011 em que se somaram quase 70 bilhões de reais em recursos, segundo a Revista Galileu. Por isso, esse pensamento social de conturbação coletiva deve ser combatido para mostrar que existem outros meios mais saudáveis de evitar essas atividades cotidianas estressantes.

Portanto, medidas são necessárias para diminuir os problemas do tabagismo no Brasil. Por conseguinte, ONGs de saúde social poderiam promover companhas de conscientização com o título “Não fume, você pode viver mais”. Esse projeto pode ser realizado com a entregar  de camisas em semáforos com a frase título estampada, de modo que as pessoas reflitam sobre o assunto, tendo como resultado a plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias de desenvolvimento social. Dessa forma, a limpeza do grande oceano, a fé na humanidade e a diminuição do tabagismo tornar-se-ão destinos certos.