Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/11/2020
Novo século, novos hábitos
O século XX foi o berço de inúmeras mudanças na sociedade humana, tanto nas tecnologias, relações de trabalho e até na moda vigente. Antigamente, o consumo indiscriminado de tabaco era considerado popular e bem aceito, entretanto, com o passar do tempo, a sociedade sofreu outra inversão de valores: o tabagismo no século XXI apresenta seus problemas e é, em decorrência disso, cada vez mais rejeitado. Infere-se, então, que o tabagismo é um impasse para a sociedade pós-moderna, seja por arruinar a vida das pessoas ao gerar uma dependência precoce, seja por ser o causador de inúmeras doenças e até morte.
Em primeira instância, é fulcral pontuar que o consumo de tabaco é um risco à vida, visto que causa dependência. A substância presente no tabaco, a nicotina, é rapidamente metabolizada pelo corpo humano - chega ao cérebro cerca de nove segundos após a tragada- e, imediatamente, faz com que neurotransmissores dopamina sejam liberados, gerando a sensação rápida de alegria e prazer. Nesse sentido, observa-se a rápida situação de ação e recompensa, provocada pelo consumo do tabaco, como responsável por concretizar um ciclo vicioso, que por sua vez prende o usuário à droga e inicia o vício. Fato esse devidamente evidenciado com os números disponibilizados pela Organização Mundial da Saúde: 8 milhões de pessoas anualmente vão a óbito por conta do vício.
Ademais, é necessário pontuar que a cultura do tabagismo é responsável por diversos problemas de saúde no usuário, levando-o possivelmente à morte. O documentário da TV Justiça: “‘É proibido fumar” conta a história de médicos no tratamento de viciados e de consumidores que tiveram suas vidas arruinadas, como a de Claudemira Gonçalves, que relata não conseguir andar por mais de 10 segundos sem uma bomba de oxigênio para auxiliá-la. Dessa forma, nota-se a influência negativa da substância e da cultura na vida dos usuários, por exemplo em doenças respiratórias e no preparo físico dos indivíduos, como esclarece o caso de Claudemira.
Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática apontada pela cultura tabagista no mundo. É imperativo que o governo federal, por meio de verbas públicas, invista em palestras e debates em instituições de ensino - faculdades e escolas públicas ou privadas - que instruam a população jovem sobre os males do tabagismo e meios para evitá-lo, para que a nova geração não seja corrompida pelo fumo. Outrossim, o Ministério da Saúde, também por meio de verbas públicas, deve investir em propagandas - como outdoors e documentários- a fim de afastar humanos de produtos com tabaco. Só assim a sociedade pós-moderna afastará esse mal antigo e, enfim, terá um novo hábito.