Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 25/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo no século XXI apresentam desafios e consequências, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto da dependência química, quanto de fatores psicológicos que levam o indivíduo ao vício pelo tabaco. Com isso, surgem consequências significativas desse impasse, como o dano causado à saúde dos indivíduos e o aumento no número de mortes.
Em primeiro plano, Zygmunt Bauman afirma que “a individualidade atual é formada para atender às mudanças constantes da contemporaneidade”. Entretanto, muitas pessoas ainda atrelam o fumo à socialização, isto é, utilizam-se do cigarro para entrar ou permanecer em determinados grupos. Como consequência, os fatores psicológicos, sociais e até genéticos podem levar o indivíduo a começar a fumar.
Ademais, é evidente que o uso de substâncias químicas acarreta na vida do indivíduo diversos problemas que comprometem sua saúde. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, as mortes relacionadas ao uso de produtos derivados do tabaco somam 4,9 milhões por ano em todo o mundo. No Brasil, o número de óbitos relacionados ao cigarro é estimado em cerca de 200 mil por ano. Por conseguinte, o uso contínuo do tabaco cria um complexo sistema de dependência: a nicotina, constantemente oferecida ao cérebro, muda o seu funcionamento, obrigando o fumante a consumi-la para produzir os neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar e pela capacidade de concentração.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do consumo do tabaco no século XXI. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável pela prevenção e a assistência à saúde dos brasileiros - promover campanhas que enfatizam os riscos e as consequências das drogas lícitas para a população por meio de palestras nas instituições de ensino. Com o intuito de informar a população sobre o uso maléfico dessas drogas e os riscos que pode acarretar futuramente. Desse modo, atuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do tabagismo, e a coletividade alcançará a Utopia de More.