Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 24/11/2020

Em ’’ O Auto da Barca do Inferno", Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere às  consequências e aos problemas do tabagismo. Nesse contexto, torna-se evidente o legado históríco, bem como a falta de conhecimento.

Em primeiro plano,  é  preciso atentar para o legado histórico presente na questão. De acordo com Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento de eventos históricos. A tese do filósofo torna-se pertinente quando analisado o contexto social brasileiro durante a sua colonização no qual na cultura dos índios o uso do tabaco fazia parte da sua tradição e foi passando de geração em geração até os dias atuais.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de conhecimento. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Tal perspectiva condiz com a realidade atual brasileira uma vez que, a falta de conhecimento por parte da população acerca das consequências do tabagismo para a saúde e para o meio ambiente como o câncer e a poluição dificulta a erradicação do problema.

Logo, torna-se necessário que medidas sejam tomadas para a resolução do problema. É fundamental, portanto, que o Ministério da Saúde em conjunto com governos estaduais devem trabalhar na elaboração  de ações conscientizadoras por meio de palestras ministradas por médicos voltadas para jovens e adultos e que visem explicar os malefícios do uso do tabaco para que, dessa forma, o número de casos de câncer diminua assim como o da poluição.