Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/11/2020

O cigarro teve seu tempo áureo da metade ao final do século XX, no qual era tido como objeto de status e prestígio, como pode-se observar em filmes como “Bonequinha de luxo”. Apesar de não se encontrar mais no seu apogeu, o tabaco é, ainda, um entrave presente na sociedade contemporânea. Diante desse cenário, é conveniente a análise de tal problemática.

Primeiramente, é necessário evidenciar a ameaça que o ato de fumar representa à saúde pública brasileira e mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), morrem cerca de sete milhões de pessoas por ano devido adoecimentos relacionadas ao tabagismo, dentre os quais um milhão são fumantes passivos. Tais doenças, provocadas pelo uso do cigarro, aumentam o custo do setor da saúde e o sobrecarregam. Além do mais, essas mortes precoces podem privar famílias de renda, o que prejudica o desenvolvimento econômico e social de um país.

Em segunda análise, é importante salientar, também, os fatores que cooperam para a inserção, principalmente de jovens, no tabagismo. De acordo com a comunidade anti-fumo Truth Orange, grande parcela dos adolescentes começam a utilizar tal droga por influência de personagens fictícios de produções cinematográficas. Isso deve-se ao fato de haver uma glamourização do cigarro na indústria do cinema, como, por exemplo, em  “Sherlock”, série britânica, no qual o protagonista necessita da nicotina para se distrair.

Dessa forma, é indubitável que medidas são necessárias para solucionar tais problemas apresentados. Cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, a concientização da população em relação aos riscos e consequências do ato de fumar. Isso deve ser feito através de propagandas informativas e educacionais, em horários televisivos nobres e através de redes sociais, afim de mudar a atual realidade.